sobre

cropped-margens-art-11.pngEsta reportagem 360º é inédita e está sendo construída, gradativamente, para mostrar como as escritoras marginais e periféricas rompem com a máxima “Pode o Subalterno Falar?” e inovam no jeito de narrar, reportar e contar a própria história, além de romperem com o estigma de que os subalternos não tem vez, tampouco voz. Feita pela jornalista Jéssica Balbino,  trata sobre as mulheres nessa literatura periférica e nos dados levantados pela autora deste artigo, que mostram que, embora as mulheres, especialmente as de periferia, assumam-se como chefes de família, na literatura – desde 2004 quando as antologias dos saraus se popularizaram até 2015 – o número de mulheres escritoras, que já publicaram seus escritos, ainda é 20% inferior que o número de homens. Tudo acontecendo aqui, pelas Margens.

Embora esteja em processo de formação e transformação, a literatura marginal/periférica emerge das periferias diariamente e encontra novos locais onde se hibridizar, onde se espalhar e onde se fortalecer.

…porque a vida me dói….

A paixão pelos livros e a vontade de contar histórias foram os elementnos que me fizeram, aos 15 anos, decidir que eu queria ser jornalista. A emoção de ouvir um rap (rythm and poetry) pela primeira vez, acompanhando dos passos sincopados da dança enquanto eu voltava da biblioteca pública do meu bairro – periferia –  definiram meu caminho e quem sou. De lá pra cá: “você não sabe o quanto eu caminhei, pra chegar até aqui”. Foram idas, vindas, contornos e retornos. Muitas milhas percorridas e linhas escritas até chegar à Unicamp como mestranda e sair como pessoa: cada dia melhor.

Nesta reportagem inédita e 360 – que está sendo construída, gradativamente – ampliamos as vozes que emergem das periferias brasileiras e contam, por meio de escritos, saraus e slams, as próprias histórias. Em nossa necessidade tribal de sentarmos em volta do fogo e ouvir histórias, nos reunimos em torno dos nossos microfones, ouvimos, contamos, cantamos e escrevemos, nas páginas do mundo a nossa própria história.

Embora esteja em processo de formação e transformação, a literatura marginal/periférica emerge das periferias diariamente e encontra novos locais onde se hibridizar, onde se espalhar e onde se fortalecer.

Desta forma, a construção e o resultado desta reportagem não se dá apenas por meio de leituras acadêmicas, mas de vivências entre os autores e autoras, além da vivência nos saraus e acompanhamento da cena literária periférica desde o início dos anos 2000. Minha necessidade de estar em programa de mestrado, escrever uma dissertação e apresentá-la como reportagem vem de um estado de de espírito chamado ‘ser repórter’ e como diria Elaine Brum, “escrevo porque a vida me dói” .

Esta é uma dissertação de mestrado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, feita sob a orientação de Monica Graciela Zoppi Fontana, entre 2014 e 2016.

da autora, 
Jéssica Balbino

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s