RESENHA | A inquietação social na Suíte Tóquio, de Giovana Madalosso

por Tadeu Rodrigues* Nas mãos, um colorido desprendido da norma, em meio à moda fotomontagem, buscando desavenças entre uma borboleta laranja em forma de olhos, um semáforo que impõe um sinal verde no lugar do vermelho, seios (e mais olhos), maçã cortada, escada, orelha e cores salteadas na mão de designers decerto bem preparadas para isso, com um amarelo no verso como se marcasse o texto de uma obra toda

curso online | corpos dissidentes: lugar e memória 

O que são corpos dissidentes e quais locais eles ocupam e estão autorizados a frequentar?  Com base nesta pergunta, sugerimos este curso sobre corpos considerados inadequados, a quem é negado o lugar e, por conseguinte, a memória. Ao negar lugar e memória a um corpo, nega-se a esse sujeito características fundamentais humanidade ou seja o que nos configura enquanto espécie, que vai se materializar em sociedade na violação dos direitos

mulheres gordas gozam 

uma reflexão para este Dia Mundial do Orgasmo  por Jéssica Balbino* mulheres gordas gozam. sim, eu sei que a informação pode parecer chocante a assustadora, afinal, no imaginário, elas nem transam. e, se encontram algum fetichista, é para serem objetificadas e não terem prazer. afinal, como pode um corpo desobediente sentir prazer? como pode um corpo imenso se encharcar de desejo? e mais: quem deseja estes corpos e goza com

RESENHA | Lírico e voraz, “A Casa na Rua Mango” é um passeio em busca de ‘um teto todo seu’

Publicado pela primeira vez em 1984, romance da literatura chicana de Sandra Cisneros chegou este ano ao Brasil  “Ela acha que histórias dizem respeito à beleza (…) Ela pensa que as pessoas que estão ocupadas tentando ganhar a vida merecem belas pequenas histórias porque elas não têm muito tempo e estão quase sempre cansadas”, é assim que Sandra Cisneros apresenta o próprio livro, “A Casa na rua Mango”, que chegou

Especial | listamos mais de 100 escritoras pretas e brasileiras para você conhecer

Pensando nas desculpas frequentemente usadas para justificar a ausência de mulheres pretas no mercado editorial, seja dentro de editoras, nas curadorias, ocupando lugares em eventos e festivais literários, etc, resolvemos criar essa lista com mais de 100 autoras pretas e brasileiras para você conhecer. A curadoria foi feita pela jornalista e editora do Margens, Jéssica Balbino e pela bibliotecária e empresária da Livraria Africanidades, Ketty Valencio, além de ter contado

vamos falar de gordocentricidade?

por Jéssica Balbino*  tá. mas o que é isso? esse neologismo que tem como premissa uma forma de ver e analisar o mundo tendo a perspectiva de pessoas gordas como o centro. é, basicamente, sobre acolhimento, partilha e ausência de culpa. e por que isso?  vamos lá! quanto você aguenta ou aguentaria de violência em nome da boa convivência, de um trabalho, de um emprego, de um relacionamento, de uma

Eu prefiro morrer do que engordar na quarentena

por Jéssica Balbino*  É claro que eu tenho medo de morrer. Mas que pergunta! Todo mundo tem, não? Ainda mais agora, com esse vírus por aí, né? Mas eu tomo cuidado. Desde que as baladas foram proibidas, eu não saí mais de casa. Ah, mas ir correr não é furar a quarentena, né? Eu preciso gastar energia, além disso, já não dá para fazer o crossfit, apesar de continuar pagando

40 escritoras para você ler na quarentena e fora dela

por Pillar Bu*  A pandemia do Covid-19 está nos colocando em situações completamente adversas. Para tentar conter o contágio e o avanço do coronavírus o indicativo de quarentena é a orientação dos órgãos de saúde. Sabemos que nem todo mundo pode parar, mas se você estiver em casa (trabalhando ou não) ganhe um tempinho lendo mulheres. Aliás, essa é uma prática que você deveria seguir sempre. Separamos 40 livros escritos

Ocupa Beauvoir divulga lista de ilustradoras e escritoras selecionadas 

Ilustrações em homenagem a 10 escritoras mineiras vão integrar a Ocupa Minas   A Ocupa Beauvoir, coletivo criada para valorizar a presença das mulheres na literatura, divulga a lista de artistas plásticas e de escritoras escolhidas para as homenagens na exposição interativa e itinerante Ocupa Minas. A proposta é construir uma mostra inédita, valorizando os trabalhos de 10 autoras mineiras, ilustradas por 10 artistas selecionadas via edital. O resultado do

Treze coisas que aprendi fazendo o Lá na Laje:  clube do livro sem livro e com autoras negras durante dois anos

Clube foi idealizado no Sesc Pompeia e, mais recentemente, levado ao Sesc Osasco em São Paulo Em 2017, recebi um convite do Sesc Pompeia para montar, junto com as programadoras de lá, um clube do livro. A proposta era unir a minha pesquisa em literatura marginal/periférica a um projeto novo, que fosse um clube do livro para discutir a literatura para  além dos suportes tradicionais. O local também era inusitado: