mulheres gordas gozam 

uma reflexão para este Dia Mundial do Orgasmo  por Jéssica Balbino* mulheres gordas gozam. sim, eu sei que a informação pode parecer chocante a assustadora, afinal, no imaginário, elas nem transam. e, se encontram algum fetichista, é para serem objetificadas e não terem prazer. afinal, como pode um corpo desobediente sentir prazer? como pode um corpo imenso se encharcar de desejo? e mais: quem deseja estes corpos e goza com

o quanto a voz de uma mulher gorda te incomoda?

sim! porque você sabe que o mundo mudou e tenta praticar a empatia. você até aceita que mulheres gordas estejam no mesmo espaço que você – físico ou virtual – mas, peloamordedeus, elas precisam, o tempo todo, falar sobre gordofobia? não dá para falarem sobre maquiagem e cabelo, como todas as outras mulheres? até em clube de literatura elas querem enfiar goela abaixo a militância delas? e as magras, que

toda pessoa gorda é doente, certo?

não. errado. mentira. nem toda pessoa gorda é doente assim como nem toda pessoa magra é saudável. um dos mitos mais perversos é o da saúde, que permite justificar toda e qualquer forma de discriminação e violência contra a pessoa gorda em nome de um bem-estar coletivo e imaginário. vamos lá. eu sou uma mulher gorda. segundo o IMC, eu me encaixo na categoria de obesidade mórbida. e não existe

20 violências gordofóbicas-  uma pra cada quilo ‘a mais’  - que a Cleo nunca sofreu

Mas eu e outras mulheres gordas sofremos diariamente, durante toda nossa vida   De quantas pessoas ‘preocupadas com a sua saúde’ a Cleo desviou esta semana? Quantas vezes, essa semana, a Cleo foi demitida porque o chefe dela decidiu que queria contratar alguém ‘mais gostosinha’ e não gorda como ela? Quantas vezes, essa semana, a Cleo foi humilhada por homens que só queriam transar com ela se fosse escondido? Quantas

"Mulheres, corpo & resistência na literatura" é tema de curso online

Curso online tem vagas limitadas e terá início em março Inspirada pelas próprias pesquisas “Pelas Margens: vozes femininas na literatura periférica”, e “Meu corpo, minha biografia”, a jornalista Jéssica Balbino oferece o curso “mulheres, corpo & resistência na literatura”, o primeiro de 2019, que atualiza o conteúdo da pesquisa e apresenta novas formas de resistência a partir da literatura encontradas pelas mulheres que escrevem, especialmente as que produzem de forma

Resenha | Gabyanna, negra & gorda

Encontrar um amor e formar uma família. É difícil dizer que nunca pensou sobre isso, seja de forma isolada – encontrar o amor – e – forma a família – ou as duas coisas juntas. Quem é que nunca imaginou que tudo se ajeitaria após o casamento? Quem é que nunca pensou que teria filhos – um ou vários – para não estar mais só no mundo. Quem é que

FOME: o soco no estômago dado pela escrita da gorda Roxane Gay

Livro de norte-americana reconstrói a biografia do próprio corpo e coloca o dedo na ferida da gordofobia  por Jéssica Balbino* Não tem outro jeito de fazer a resenha do livro FOME: uma autobiografia do (meu) corpo, da Roxane Gay  (Globo Livros, 290 páginas) sem ser de uma forma pessoal. O livro apareceu para mim, na timeline, como tantos outros, mas me chamou a atenção imediatamente: que livro é esse que fala sobre

EP conta com quatro composições da artista paulista que versa sobre violência e padrões estéticos O posicionamento político diante da vida é a marca do EP Pesada, de Anná, lançado neste mês de agosto e que promete sacudir não apenas o corpo com os sambas bem gravados e a voz que é uma das mais encantadoras da música contemporânea, mas também as ideias e a mente, com as várias informações