gorda

e eu não sou uma mulher? a bestialização da mulher gorda

‘Feliz’ Dia Internacional da Mulher sem flores por Jéssica Balbino*  Nunca o discurso da ativista abolicionista Sojourner Truth foi tão atual e urgente. Ontem, num domingo chuvoso (7 de março), véspera do fatídico Dia Internacional das Mulheres, fui obrigada a ler não uma, mas muitas vezes, nas timelines de diferentes amigas, em diferentes redes sociais, que todas elas desprezam as rosas endereçadas por homens em razão da data e trocam

VOCÊ ODEIA PESSOAS GORDAS ⁣⁣

por Jéssica Balbino ⁣⁣ é verdade. odeia. odeia com força. tem nojo. tem pavor. medo de se contaminar. você tem mais medo de engordar do que de morrer. mais medo de não caber nas próprias roupas do que de agonizar sem oxigênio. mais medo de se tornar o corpo que você tem aversão do que de deixar de existir, afinal, você sabe que contribui para transformar a vida das pessoas

mulheres gordas gozam 

uma reflexão para este Dia Mundial do Orgasmo  por Jéssica Balbino* mulheres gordas gozam. sim, eu sei que a informação pode parecer chocante a assustadora, afinal, no imaginário, elas nem transam. e, se encontram algum fetichista, é para serem objetificadas e não terem prazer. afinal, como pode um corpo desobediente sentir prazer? como pode um corpo imenso se encharcar de desejo? e mais: quem deseja estes corpos e goza com

o quanto a voz de uma mulher gorda te incomoda?

sim! porque você sabe que o mundo mudou e tenta praticar a empatia. você até aceita que mulheres gordas estejam no mesmo espaço que você – físico ou virtual – mas, peloamordedeus, elas precisam, o tempo todo, falar sobre gordofobia? não dá para falarem sobre maquiagem e cabelo, como todas as outras mulheres? até em clube de literatura elas querem enfiar goela abaixo a militância delas? e as magras, que

toda pessoa gorda é doente, certo?

não. errado. mentira. nem toda pessoa gorda é doente assim como nem toda pessoa magra é saudável. um dos mitos mais perversos é o da saúde, que permite justificar toda e qualquer forma de discriminação e violência contra a pessoa gorda em nome de um bem-estar coletivo e imaginário. vamos lá. eu sou uma mulher gorda. segundo o IMC, eu me encaixo na categoria de obesidade mórbida. e não existe

20 violências gordofóbicas-  uma pra cada quilo ‘a mais’  - que a Cleo nunca sofreu

Mas eu e outras mulheres gordas sofremos diariamente, durante toda nossa vida   De quantas pessoas ‘preocupadas com a sua saúde’ a Cleo desviou esta semana? Quantas vezes, essa semana, a Cleo foi demitida porque o chefe dela decidiu que queria contratar alguém ‘mais gostosinha’ e não gorda como ela? Quantas vezes, essa semana, a Cleo foi humilhada por homens que só queriam transar com ela se fosse escondido? Quantas

"Mulheres, corpo & resistência na literatura" é tema de curso online

Curso online tem vagas limitadas e terá início em março Inspirada pelas próprias pesquisas “Pelas Margens: vozes femininas na literatura periférica”, e “Meu corpo, minha biografia”, a jornalista Jéssica Balbino oferece o curso “mulheres, corpo & resistência na literatura”, o primeiro de 2019, que atualiza o conteúdo da pesquisa e apresenta novas formas de resistência a partir da literatura encontradas pelas mulheres que escrevem, especialmente as que produzem de forma

Resenha | Gabyanna, negra & gorda

Encontrar um amor e formar uma família. É difícil dizer que nunca pensou sobre isso, seja de forma isolada – encontrar o amor – e – forma a família – ou as duas coisas juntas. Quem é que nunca imaginou que tudo se ajeitaria após o casamento? Quem é que nunca pensou que teria filhos – um ou vários – para não estar mais só no mundo. Quem é que

FOME: o soco no estômago dado pela escrita da gorda Roxane Gay

Livro de norte-americana reconstrói a biografia do próprio corpo e coloca o dedo na ferida da gordofobia  por Jéssica Balbino* Não tem outro jeito de fazer a resenha do livro FOME: uma autobiografia do (meu) corpo, da Roxane Gay  (Globo Livros, 290 páginas) sem ser de uma forma pessoal. O livro apareceu para mim, na timeline, como tantos outros, mas me chamou a atenção imediatamente: que livro é esse que fala sobre

EP conta com quatro composições da artista paulista que versa sobre violência e padrões estéticos O posicionamento político diante da vida é a marca do EP Pesada, de Anná, lançado neste mês de agosto e que promete sacudir não apenas o corpo com os sambas bem gravados e a voz que é uma das mais encantadoras da música contemporânea, mas também as ideias e a mente, com as várias informações