“Reza a lenda” [o nosso deserto é de ouro]

E quem disse que cinema brasileiro é parado e chato? E quem disse que não tem ação e bang-bang? Reza a lenda é um resultado espetacular! Ação/drama, roteiro preciso, sem muitas delongas, pontual, tópico. As interpretações estão a todo vapor e a trilha sonora é precisa, moderna, numa envoltura do público e personagens – todos eles – orgânica, fazendo a gente sentir o coração acelerar em cada ironia árida que

O futuro é salgado e seco

por Brisa de Souza*  “Praia do Futuro” – logo de cara o letreiro do filme é neon, nos levando à uma estética punk, mesclada com uma trilha sonora interessante e envolvente. Pasmem, num filme que começa na solar Fortaleza, temos David Bowie passeando nos nossos ouvidos. Aliás, recomendo que assistam com fones de ouvido e absorvam o máximo de barulhos que o filme trás já que é um longa muito

A gente quer comida, diver$ão e arte

por Brisa de Souza*  Você já percebeu que a média de tempo que usa-se em filmes brasileiros para anunciar os patrocinadores da obra dura 2 minutos? Pra mais ou pouco pra menos, isso só materializa ao público o quanto foi difícil conceber a produção…  É bastante comum não reconhecermos de frente o que, basicamente, é necessário de equipe para realizar uma produção cinematográfica: maquiadores – diretores – produtores – assistentes

Que país é esse?!

por Brisa de Souza*  “Somos tão jovens” é uma ficção de 2013, dirigida por Antônio Carlos da Fontoura, livremente inspirada na vida de Renato Russo, líder das bandas Aborto Elétrico e Legião Urbana. Antes de tudo, elogio aqui o recorte que fizeram ao filme (pseudo) documentando a parte profissional de Renato invés de pautar sua vida pessoal, delineando sua trajetória entre 1976-1982 – inicio de sua carreira. Convenhamos, é muito

Por que se suicidam as folhas quando se sentem amarelas?

por Brisa de Souza*  Percebi que semana passada comecei a coluna direta, bruta, sem apresentar a mim ou a proposta do que já é. Faço fotografia e escrevo, assim como produzo – tudo está associado, interligado, são codependentes. As artes se encontram quase sem querer, como o teatro, que estudei quando tinha 13-14 anos e reencontrei fora do papel de público, em 2019 quando produzi o Palco Giratório** (Sesc Paraty);