Mazzaropi ["Tudo que acontece é para o melhor nesse melhor dos mundos.”]

Brisa de Souza*  Amácio Mazzaropi foi um ator, humorista, cantor e cineasta brasileiro. Considerado o maior cômico do cinema brasileiro, é o único artista que ficou milionário fazendo filmes no país (e“produzindo” leite! Era também um dos maiores fornecedores da empresa Leites Paulista). Suas produções foram fenômeno de público por mais de três décadas. Filho de um casal de classe média, Dona Clara e Bernardo, um próspero dono de mercearia, cresceu

“Reza a lenda” [o nosso deserto é de ouro]

E quem disse que cinema brasileiro é parado e chato? E quem disse que não tem ação e bang-bang? Reza a lenda é um resultado espetacular! Ação/drama, roteiro preciso, sem muitas delongas, pontual, tópico. As interpretações estão a todo vapor e a trilha sonora é precisa, moderna, numa envoltura do público e personagens – todos eles – orgânica, fazendo a gente sentir o coração acelerar em cada ironia árida que

Setembro Amarelo & Sessão de Terapia, temp 04

por Brisa de Souza* Aproveitando a resenha da semana passada onde não trouxe o clássico do audiovisual que são longas ou curtas, hoje trago uma série; mais especificamente a quarta temporada da série “Sessão de Terapia”, até então dirigida por Selton Mello e agora também estrelada por ele, dando vida a Caio Barone, um analista recém-traumatizado pela morte da esposa e filha. Conheci essa temporada de “Sessão de Terapia” logo

Ìyálewà - "Não devo nada pro império."

por Brisa de Souza* Ontem (02 de setembro) a performance filmada “Ìyálewà” de Joana Marinho teve estreia no Instagram no “Encontro das Culturas de Asé” e por ser uma performance gravada eu pensei muito se caberia na coluna; mas se TV e cinema não são atuações editadas, o que mais seria, certo!? Para além dessa inquietação de “lugar”, Ìyálewà é, de fato, inquietante! Potente na sua configuração, roteiro e iluminação

A gente quer comida, diver$ão e arte

por Brisa de Souza*  Você já percebeu que a média de tempo que usa-se em filmes brasileiros para anunciar os patrocinadores da obra dura 2 minutos? Pra mais ou pouco pra menos, isso só materializa ao público o quanto foi difícil conceber a produção…  É bastante comum não reconhecermos de frente o que, basicamente, é necessário de equipe para realizar uma produção cinematográfica: maquiadores – diretores – produtores – assistentes

“E a lata vai revidar.”*

por Brisa de Souza** Como você cuida e fortalece seus amigues artistas?  Lembro da primeira vez que assisti ao documentário Cidade Cinza, seguido de uma roda de conversa com os diretores, e meu peito se sentiu colorido. Porque a sensação de ter uma obra independente tomar grande proporção sobre o tema que vandalizam é radical. É enxergar os seus, representados de alguma forma, mesmo que não seja sua linguagem, o

Que país é esse?!

por Brisa de Souza*  “Somos tão jovens” é uma ficção de 2013, dirigida por Antônio Carlos da Fontoura, livremente inspirada na vida de Renato Russo, líder das bandas Aborto Elétrico e Legião Urbana. Antes de tudo, elogio aqui o recorte que fizeram ao filme (pseudo) documentando a parte profissional de Renato invés de pautar sua vida pessoal, delineando sua trajetória entre 1976-1982 – inicio de sua carreira. Convenhamos, é muito

Por que se suicidam as folhas quando se sentem amarelas?

por Brisa de Souza*  Percebi que semana passada comecei a coluna direta, bruta, sem apresentar a mim ou a proposta do que já é. Faço fotografia e escrevo, assim como produzo – tudo está associado, interligado, são codependentes. As artes se encontram quase sem querer, como o teatro, que estudei quando tinha 13-14 anos e reencontrei fora do papel de público, em 2019 quando produzi o Palco Giratório** (Sesc Paraty);