Setembro Amarelo & Sessão de Terapia, temp 04

por Brisa de Souza* Aproveitando a resenha da semana passada onde não trouxe o clássico do audiovisual que são longas ou curtas, hoje trago uma série; mais especificamente a quarta temporada da série “Sessão de Terapia”, até então dirigida por Selton Mello e agora também estrelada por ele, dando vida a Caio Barone, um analista recém-traumatizado pela morte da esposa e filha. Conheci essa temporada de “Sessão de Terapia” logo

Ìyálewà - "Não devo nada pro império."

por Brisa de Souza* Ontem (02 de setembro) a performance filmada “Ìyálewà” de Joana Marinho teve estreia no Instagram no “Encontro das Culturas de Asé” e por ser uma performance gravada eu pensei muito se caberia na coluna; mas se TV e cinema não são atuações editadas, o que mais seria, certo!? Para além dessa inquietação de “lugar”, Ìyálewà é, de fato, inquietante! Potente na sua configuração, roteiro e iluminação

A gente quer comida, diver$ão e arte

por Brisa de Souza*  Você já percebeu que a média de tempo que usa-se em filmes brasileiros para anunciar os patrocinadores da obra dura 2 minutos? Pra mais ou pouco pra menos, isso só materializa ao público o quanto foi difícil conceber a produção…  É bastante comum não reconhecermos de frente o que, basicamente, é necessário de equipe para realizar uma produção cinematográfica: maquiadores – diretores – produtores – assistentes

“E a lata vai revidar.”*

por Brisa de Souza** Como você cuida e fortalece seus amigues artistas?  Lembro da primeira vez que assisti ao documentário Cidade Cinza, seguido de uma roda de conversa com os diretores, e meu peito se sentiu colorido. Porque a sensação de ter uma obra independente tomar grande proporção sobre o tema que vandalizam é radical. É enxergar os seus, representados de alguma forma, mesmo que não seja sua linguagem, o

Que país é esse?!

por Brisa de Souza*  “Somos tão jovens” é uma ficção de 2013, dirigida por Antônio Carlos da Fontoura, livremente inspirada na vida de Renato Russo, líder das bandas Aborto Elétrico e Legião Urbana. Antes de tudo, elogio aqui o recorte que fizeram ao filme (pseudo) documentando a parte profissional de Renato invés de pautar sua vida pessoal, delineando sua trajetória entre 1976-1982 – inicio de sua carreira. Convenhamos, é muito

Por que se suicidam as folhas quando se sentem amarelas?

por Brisa de Souza*  Percebi que semana passada comecei a coluna direta, bruta, sem apresentar a mim ou a proposta do que já é. Faço fotografia e escrevo, assim como produzo – tudo está associado, interligado, são codependentes. As artes se encontram quase sem querer, como o teatro, que estudei quando tinha 13-14 anos e reencontrei fora do papel de público, em 2019 quando produzi o Palco Giratório** (Sesc Paraty);