Treze coisas que aprendi fazendo o Lá na Laje:  clube do livro sem livro e com autoras negras durante dois anos

Clube foi idealizado no Sesc Pompeia e, mais recentemente, levado ao Sesc Osasco em São Paulo Em 2017, recebi um convite do Sesc Pompeia para montar, junto com as programadoras de lá, um clube do livro. A proposta era unir a minha pesquisa em literatura marginal/periférica a um projeto novo, que fosse um clube do livro para discutir a literatura para  além dos suportes tradicionais. O local também era inusitado:

Você vai ficar gorda!

Da série “o afeto não altera os fatos” ou “eu gosto de você, mas não me fode”. por Nicole Aun* Dia desses, almoço com amigos/colegas de um dos meus tantos trabalhos, gente querida, falando amenidades. Começamos a conversar sobre a fome na gravidez. Uma das mulheres contou que quando estava grávida e não sabia, tinha muita fome, e rindo, contou que um amigo em comum, de quem eu gosto muito

10 autoras lésbicas marginais para você conhecer | Especial #DiaDaVisibilidadeLésbica

Em tempos de barbárie, é preciso contar histórias de esperança, amor e luta. É preciso reinventar as narrativas. Uma das maiores queixas simbólicas do universo LGBTQIA+ é a ausência de referências, em especial quando falamos em literatura. Quando falamos em literatura marginal feita por mulheres lésbicas então, os registros se tornam ainda mais escassos. Muito têm vindo à tona nos últimos anos. No entanto, pedimos à poeta tatiana nascimento e à

Eliane Potigura e Igiaba Scego: Escritoras e guardiãs de um novo mundo

Encontro “Lá na Laje” de agosto convida autoras de origens distintas para debater raízes, passado e futuro Nos últimos meses, a ideia de “resistir” parece ter ganhado espaço em todos os contextos, no Brasil e no mundo. Há poucas décadas, essa era uma ideia predominante apenas em movimentos políticos antissistêmicos, como o movimento negro, indígena e feminista. Nos últimos anos, no entanto, diversas democracias estão sob a mira do neoliberalismo,

Quando você vota no Bolsonaro, você me mata!

Queridos amigos e familiares, “Eu vi vencedores nos olhos de muitos derrotados. Dignidade é tudo”. ___ Sérgio Vaz Este texto não é pra tentar te fazer mudar seu voto. Seria incoerente da minha parte, já que uma das coisas que mais gosto na democracia é a nossa possibilidade escolher quem melhor se alinha com nossas propostas e valores. Mas, é um texto para que você saiba que, ao votar em

Três poemas escritos por mulheres para Marielle Franco

A execução da vereadora Marielle Franco (PSOL) na noite de quarta-feira (14) no Rio de Janeiro causou inúmeras comoções em todo Brasil e fora dele. Vários atos foram marcados, inclusive um que inclui a exibição do filme “Pelas Margens: vozes femininas na literatura periférica” na Câmara Municipal de Poços de Caldas em homenagem à parlamentar morta a tiros e entre tantas manifestações de carinho e dor, selecionamentos três poesias feitas

Armário de bagunça

Venho pensado muito sobre armários. Sobre sair deles. Sobre, às vezes, entrar mais do que sair. Sobre achar um cantinho confortável por lá, fazer amizade com a velha colcha de retalhos e se acostumar ao cheiro de guardado. Ficar. Abrir a porta do armário, atochar toda aquela confusão – de potes sem tampa, de lençóis de elásticos mal dobrados, de meias sem seus respectivos pares. Guardar tudo e fechar a

Março é o mês da mulher a melhor demonstração de respeito é a remuneração pelo nosso trabalho

Conheça 10 regras para a hora de convidar mulheres – especialmente negras – para seus eventos  Em março são inúmeros os convites  para que as mulheres possam se apresentar em diversos espaços  culturais, para comemorar o Dia Internacional da Mulher, estes convites  raramente são feitos durante os demais meses, visto que boa parte de programadores, pesquisadores e coletivos acham normal que não se tenham mulheres nas suas indicações para contratação

Um estilo de vida literário. Que tal?

Livros na estante são apenas depósitos de poeira ou um fundo cult para fotos de instagram, diriam os mais radicais. Eu, radical, concordo. É importante, na primeira crônica desse espaço, deixar claro as nossas intenções: minhas e suas. Eu acredito no livro fora de si, vivo, perambulando. E você, que tipo de literatura crê? Encaro o livro como ponto de contato inicial entre ideias, realidades, pessoas e universos. O livro

Alforria, folia e fúria: as reivindicações que vimos no Carnaval 2018

Impressões sobre o grito do povo preto nas ruas durante o Carnaval  por Jô freitas*  SER EM SÃO PAULO, UM BLOCO AFRO COMPOSTO SOMENTE POR PRETAS E PRETOS – UM BLOCO PRETO. CONSTRUI-LO COLETIVAMENTE, EM COMUNHÃO. CONSTRUI-LO ENQUANTO CONSTRUIMOS NOSSO AMANHÃ A PARTIR DE NOSSAS TRADIÇÕES, JUNTO DE NOSSOS SEMELHANTES, DE FORMA QUE ELE SEJA FRUTO E REALIZAÇÃO PRETA. CULTUAMOS A ANCESTRALIDADE POR MEIO DO TAMBOR COMO FUNDAMENTO E PONTO DE