Quando você vota no Bolsonaro, você me mata!

Queridos amigos e familiares, “Eu vi vencedores nos olhos de muitos derrotados. Dignidade é tudo”. ___ Sérgio Vaz Este texto não é pra tentar te fazer mudar seu voto. Seria incoerente da minha parte, já que uma das coisas que mais gosto na democracia é a nossa possibilidade escolher quem melhor se alinha com nossas propostas e valores. Mas, é um texto para que você saiba que, ao votar em

Três poemas escritos por mulheres para Marielle Franco

A execução da vereadora Marielle Franco (PSOL) na noite de quarta-feira (14) no Rio de Janeiro causou inúmeras comoções em todo Brasil e fora dele. Vários atos foram marcados, inclusive um que inclui a exibição do filme “Pelas Margens: vozes femininas na literatura periférica” na Câmara Municipal de Poços de Caldas em homenagem à parlamentar morta a tiros e entre tantas manifestações de carinho e dor, selecionamentos três poesias feitas

Armário de bagunça

Venho pensado muito sobre armários. Sobre sair deles. Sobre, às vezes, entrar mais do que sair. Sobre achar um cantinho confortável por lá, fazer amizade com a velha colcha de retalhos e se acostumar ao cheiro de guardado. Ficar. Abrir a porta do armário, atochar toda aquela confusão – de potes sem tampa, de lençóis de elásticos mal dobrados, de meias sem seus respectivos pares. Guardar tudo e fechar a

Março é o mês da mulher a melhor demonstração de respeito é a remuneração pelo nosso trabalho

Conheça 10 regras para a hora de convidar mulheres – especialmente negras – para seus eventos  Em março são inúmeros os convites  para que as mulheres possam se apresentar em diversos espaços  culturais, para comemorar o Dia Internacional da Mulher, estes convites  raramente são feitos durante os demais meses, visto que boa parte de programadores, pesquisadores e coletivos acham normal que não se tenham mulheres nas suas indicações para contratação

Um estilo de vida literário. Que tal?

Livros na estante são apenas depósitos de poeira ou um fundo cult para fotos de instagram, diriam os mais radicais. Eu, radical, concordo. É importante, na primeira crônica desse espaço, deixar claro as nossas intenções: minhas e suas. Eu acredito no livro fora de si, vivo, perambulando. E você, que tipo de literatura crê? Encaro o livro como ponto de contato inicial entre ideias, realidades, pessoas e universos. O livro

Alforria, folia e fúria: as reivindicações que vimos no Carnaval 2018

Impressões sobre o grito do povo preto nas ruas durante o Carnaval  por Jô freitas*  SER EM SÃO PAULO, UM BLOCO AFRO COMPOSTO SOMENTE POR PRETAS E PRETOS – UM BLOCO PRETO. CONSTRUI-LO COLETIVAMENTE, EM COMUNHÃO. CONSTRUI-LO ENQUANTO CONSTRUIMOS NOSSO AMANHÃ A PARTIR DE NOSSAS TRADIÇÕES, JUNTO DE NOSSOS SEMELHANTES, DE FORMA QUE ELE SEJA FRUTO E REALIZAÇÃO PRETA. CULTUAMOS A ANCESTRALIDADE POR MEIO DO TAMBOR COMO FUNDAMENTO E PONTO DE

Que tal enriquecer o acervo da sua biblioteca com a inquietude e curiosidade de uma menina, que aprende e ensina muito sobre a vida conversando com as coisas que encontra pelo seu caminho? Desde o último dia 17 de julho, espaços socioculturais que promovem a literatura, como bibliotecas, ONGs, saraus ou movimentos sociais, podem se inscrever para receber a doação de um exemplar do livro Conversas da Menina com o

Experimentar é fundamental para ser melhor. Tente por Jéssica Balbino* Quando eu era criança e alguém me oferecia, para comer, algo que eu não conhecia, tinha o hábito de dizer: não gosto! Minha mãe chamou a minha atenção várias vezes sobre isso. Ela diz: “como você sabe que não gosta, se ainda não experimentou?”. E claro, de tanto me dizer isso, me tornei o tipo de pessoa que arrisca, que

ponderações sobre o slam resistência e algo mais por Luiza Romão* talvez hoje, em são paulo, a literatura (através dos slams e saraus) seja um dos movimentos capazes de agregar e mobilizar mais pessoas. estamos nos bares, nas praças, nos terminais e nos trens, nas quebras e nos centros, nas noites e nos amanhãs, com versos engajados, ácidos, sem papas nas línguas. atacamos o status quo, as desigualdades de gênero,

Por *Pollyanna Marques Vaz Em 2006 ao fazer minha primeira leitura de Cada Tridente em seu lugar e Outras Crônicas (Instituto Kuanza, 2006) em um único fôlego, sentada no centro de Goiânia, pensei “então literatura pode ser assim? Escrever pode ser assim? Estas pessoas podem estar nos livros…” Hoje com a chegada de Sobre-viventes! (Pallas, 2016) sexto livro de crônicas e nono livro da escritora, prosadora mineira Cidinha da Silva,