Por que se suicidam as folhas quando se sentem amarelas?

por Brisa de Souza*  Percebi que semana passada comecei a coluna direta, bruta, sem apresentar a mim ou a proposta do que já é. Faço fotografia e escrevo, assim como produzo – tudo está associado, interligado, são codependentes. As artes se encontram quase sem querer, como o teatro, que estudei quando tinha 13-14 anos e reencontrei fora do papel de público, em 2019 quando produzi o Palco Giratório** (Sesc Paraty);

"O símbolo da liberdade é o c*, que todo mundo tem." - Tatuagem

por Brisa de Souza*  Em 1969, a comunidade lgbt sofria ataques violentos da polícia de Nova York em forma de invasão aos bares que frequentavam, e violências cometidas por parte das “autoridades”; o ataque mais marcante, foi o que aconteceu nas primeiras horas da manhã de 28 de junho no bar Stonewall Inn quando pessoas que estavam no local reagiram ao atentado, uma delas Marsha P. Johnson, mulher negra trans,

Culturas populares adaptam hábitos ancestrais durante os tempos de pandemia em Poços

AÇÕES DA CULTURA POPULAR EM POÇOS DE CALDAS  no contexto da Pandemia  Contextos e gerações das culturas populares em Poços de Caldas: por Gabriela Acerbi* Coletivos de cultura popular de Poços de Caldas estão, durante o contexto da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), alinhando as práticas ancestrais às transmissões via live. RELEASE: AÇÕES DA CULTURA POPULAR EM POÇOS DE CALDAS  no contexto da Pandemia  Contextos e gerações das culturas populares

Gordofobia em tempos de crise

por Eme Barbassa*  Você pode até estar pensando, por quê falar sobre gordofobia numa crise como essa que estamos vivendo?  É coronavírus, são milhões de pessoas contaminadas no mundo, quase 400 mil mortes em todo o planeta, mais de 20 mil só aqui no nosso pais, o desemprego aumentando, a fome aumentando, Bolsonaro dominando as pautas seja nos noticiários ou nas redes sociais.  Então por que escolher falar sobre gordofobia?

“E se?” - a urgência pelo debate sobre curadoria no mercado literário brasileiro 

Quantas vezes deixamos de nos posicionar por medo ou melindre  “E se eu disser o que penso e não for convidada para integrar aquele projeto?”. “E se eu endossar o coro de racista àquele organizador/curador e ele não me chamar mais para as festas privadas que faz?”. “E se eu parar de curtir os post daquela curadora e ela não me chamar mais para trabalhar de graça para ela no

vamos falar de gordocentricidade?

por Jéssica Balbino*  tá. mas o que é isso? esse neologismo que tem como premissa uma forma de ver e analisar o mundo tendo a perspectiva de pessoas gordas como o centro. é, basicamente, sobre acolhimento, partilha e ausência de culpa. e por que isso?  vamos lá! quanto você aguenta ou aguentaria de violência em nome da boa convivência, de um trabalho, de um emprego, de um relacionamento, de uma

Um Sopro de Vida

por Tadeu Rodrigues*  Viver é um risco. E a nossa vida abraça clichês e passa como um sopro, e tem a esperança, que é a última que morre, e tem o viva o presente, e tem a vida que é só uma, e viva o presente de novo, e não sabemos o dia de amanhã, e não se arrependa do que faz; e variações profundamente rasas do que nos consola

CEBOLA PICADA EM GUILHOTINA 

CEBOLA PICADA EM GUILHOTINA  Alexandre Rabelo* Sim, é isso mesmo que você ouviu, minhas malas estão aqui na sala porque hoje sua mulherzinha vai te deixar sozinho nessa quarentena. E pra sempre viu. Não porque você não saiba conversar sobre os livros de história e política que gosto ou porque não me coma mais com vontade. Isso você até sabe fazer muito bem quando não está com a cara no

Treze coisas que aprendi fazendo o Lá na Laje:  clube do livro sem livro e com autoras negras durante dois anos

Clube foi idealizado no Sesc Pompeia e, mais recentemente, levado ao Sesc Osasco em São Paulo Em 2017, recebi um convite do Sesc Pompeia para montar, junto com as programadoras de lá, um clube do livro. A proposta era unir a minha pesquisa em literatura marginal/periférica a um projeto novo, que fosse um clube do livro para discutir a literatura para  além dos suportes tradicionais. O local também era inusitado:

Você vai ficar gorda!

Da série “o afeto não altera os fatos” ou “eu gosto de você, mas não me fode”. por Nicole Aun* Dia desses, almoço com amigos/colegas de um dos meus tantos trabalhos, gente querida, falando amenidades. Começamos a conversar sobre a fome na gravidez. Uma das mulheres contou que quando estava grávida e não sabia, tinha muita fome, e rindo, contou que um amigo em comum, de quem eu gosto muito