Coluna sobre cinema brasileiro, por Brisa de Souza

Setembro Amarelo & Sessão de Terapia, temp 04

por Brisa de Souza* Aproveitando a resenha da semana passada onde não trouxe o clássico do audiovisual que são longas ou curtas, hoje trago uma série; mais especificamente a quarta temporada da série “Sessão de Terapia”, até então dirigida por Selton Mello e agora também estrelada por ele, dando vida a Caio Barone, um analista recém-traumatizado pela morte da esposa e filha. Conheci essa temporada de “Sessão de Terapia” logo

Ìyálewà - "Não devo nada pro império."

por Brisa de Souza* Ontem (02 de setembro) a performance filmada “Ìyálewà” de Joana Marinho teve estreia no Instagram no “Encontro das Culturas de Asé” e por ser uma performance gravada eu pensei muito se caberia na coluna; mas se TV e cinema não são atuações editadas, o que mais seria, certo!? Para além dessa inquietação de “lugar”, Ìyálewà é, de fato, inquietante! Potente na sua configuração, roteiro e iluminação

O futuro é salgado e seco

por Brisa de Souza*  “Praia do Futuro” – logo de cara o letreiro do filme é neon, nos levando à uma estética punk, mesclada com uma trilha sonora interessante e envolvente. Pasmem, num filme que começa na solar Fortaleza, temos David Bowie passeando nos nossos ouvidos. Aliás, recomendo que assistam com fones de ouvido e absorvam o máximo de barulhos que o filme trás já que é um longa muito

A gente quer comida, diver$ão e arte

por Brisa de Souza*  Você já percebeu que a média de tempo que usa-se em filmes brasileiros para anunciar os patrocinadores da obra dura 2 minutos? Pra mais ou pouco pra menos, isso só materializa ao público o quanto foi difícil conceber a produção…  É bastante comum não reconhecermos de frente o que, basicamente, é necessário de equipe para realizar uma produção cinematográfica: maquiadores – diretores – produtores – assistentes

“E a lata vai revidar.”*

por Brisa de Souza** Como você cuida e fortalece seus amigues artistas?  Lembro da primeira vez que assisti ao documentário Cidade Cinza, seguido de uma roda de conversa com os diretores, e meu peito se sentiu colorido. Porque a sensação de ter uma obra independente tomar grande proporção sobre o tema que vandalizam é radical. É enxergar os seus, representados de alguma forma, mesmo que não seja sua linguagem, o

Que país é esse?!

por Brisa de Souza*  “Somos tão jovens” é uma ficção de 2013, dirigida por Antônio Carlos da Fontoura, livremente inspirada na vida de Renato Russo, líder das bandas Aborto Elétrico e Legião Urbana. Antes de tudo, elogio aqui o recorte que fizeram ao filme (pseudo) documentando a parte profissional de Renato invés de pautar sua vida pessoal, delineando sua trajetória entre 1976-1982 – inicio de sua carreira. Convenhamos, é muito

Por que se suicidam as folhas quando se sentem amarelas?

por Brisa de Souza*  Percebi que semana passada comecei a coluna direta, bruta, sem apresentar a mim ou a proposta do que já é. Faço fotografia e escrevo, assim como produzo – tudo está associado, interligado, são codependentes. As artes se encontram quase sem querer, como o teatro, que estudei quando tinha 13-14 anos e reencontrei fora do papel de público, em 2019 quando produzi o Palco Giratório** (Sesc Paraty);

"O símbolo da liberdade é o c*, que todo mundo tem." - Tatuagem

por Brisa de Souza*  Em 1969, a comunidade lgbt sofria ataques violentos da polícia de Nova York em forma de invasão aos bares que frequentavam, e violências cometidas por parte das “autoridades”; o ataque mais marcante, foi o que aconteceu nas primeiras horas da manhã de 28 de junho no bar Stonewall Inn quando pessoas que estavam no local reagiram ao atentado, uma delas Marsha P. Johnson, mulher negra trans,