Artista que teve mural apagado faz nova pintura no FENAR 2021 em Sete Lagoas

Priscila AMoni teve obra pintada em 2019 apagada em centro cultural e volta para fazer uma nova 

Desde terça-feira (10) quando teve início do Festival Nacional de Arte na Rua (FENAR) em Sete Lagoas (MG), várias manifestações artísticas vão preencher toda cidade e região. Uma delas é a pintura da muralista Priscila AMoni, que vai colorir a empena do edifício Liberal, um dos mais tradicionais da cidade, na Avenida Pedro Luís. 

A pintura deve acontecer entre os dias 15 e 21 de novembro. O local escolhido é para ressignificar a pintura feita pela artista em 2019, em que retratava uma mulher indígena, amamentando uma criança, numa tentativa de dar outros contornos às narrativas coloniais e que, segundo o curador do festival, Alan Keller:  “A pintura da Prisicila foi violentamente apagada, transgredindo toda a liberdade de expressão”, destacou. 

A obra antiga existia na orla da Lagoa Paulino, ao lado da Casa da Cultura e foi apagada com tinta branca, sem qualquer tipo de aviso, transformando o antigo mural em parede e mobilizando os coletivos locais em manifestos à época. 

O novo mural será revelado ao público ao final da pintura e deve estar alinhado com a temática central do festival, que neste ano aposta na diversidade, ampliando o debate em torno das políticas LGBTQIA+ e também da mulher na cultura e sociedade. 

Priscila AMoni teve pintura apagada em Sete Lagoas e retorna à cidade para fazer um novo mural

Sobre a muralista Priscila AMoni 

Priscila Amoni nasceu e vive em Belo Horizonte (MG).  É muralista, diretora artística, mãe. Sua pesquisa toca as ancestralidades mágicas do território popular brasileiro. Sua pintura é sua forma de rezar, e seu trabalho se mistura com a vida.

Mestre em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Portugal.

Co-criadora e co-curadora do CURA – Circuito Urbano de Artes, um dos mais relevantes festivais de Arte Pública do país

A artista trabalha há 13 anos como pintora e 7 como muralista, tendo como destaque as pinturas superfícies externas de grandes dimensões, como as fachadas cegas de edifícios. Já pintou 4 empenas de prédios, sendo um na França, um em Juiz de Fora e dois em Belo Horizonte. Um destes com 49 metros de altura. Além dos edifícios, a artista tem  murais em diversas cidades do Brasil e em outros países, como França e Portugal. Em 2017 pintou a fachada de um castelo, em Marcoux, no centro da França.

Sobre o FENAR 

Com o novo formato, em razão da pandemia da Covid-19 e da flexibilização sanitária para os eventos, o público poderá assistir a espetáculos e bate-papo online e também participar de atividades presenciais. 

Espaços como a Orla da Lagoa Paulino, o Anfiteatro Casarão (Centro Cultural Nhô-Quim Drummond), a Vila Vicentina, o Terminal Urbano, a Lagoa da Boa Vista, o Salão da Igreja (Comunidade do Morro Redondo), o Edifício Liberal e a Praça Tiradentes serão palco das atrações presenciais neste momento de retomada. 

Para a presença e circulação no evento é exigido o uso de máscaras e álcool gel, seguindo todos os protocolos de segurança sanitária. 

O FENAR 2020 é viabilizado através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com o patrocínio da Cimento Nacional, apoio da Prefeitura de Sete Lagos, gestão do Espaço Ampliar – Assessoria, Projetos e Eventos e realização Governo de Minas Gerais -Governo Diferente Estado Eficiente.

 Serviço:

III Festival Nacional de Arte de Rua

De 10 a 21 de novembro 

@festivalnacionaldeartederua

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