curso online | literatura marginal e periférica: 20 anos depois

curso online | literatura marginal e periférica: 20 anos depois

Jéssica Balbino discute panorama da literatura desde a primeira publicação até as mais recentes no Brasil

O que separa a primeira publicação da revista Literatura Marginal, em 2001, dos slams com milhares de pessoas em praças públicas? o que difere o livre ‘Subindo a ladeira mora a noite’, de Sérgio Vaz, do conto ‘rolezin’, de Geovani Martins? Qual era o Brasil de Capão Pecado e qual é o Brasil de Os Supridores? O que separa e o que une as obras de autores como Alessandro Buzo, Mel Duarte, Luz Ribeiro, entre outras? 

O que classifica uma obra como literatura marginal e periférica? Se o mercado absorver quem se autodenomina ‘marginal/periférico’, ele deixa de ser? quem são os sujeitos por trás desta produção? como se desdobra o mercado a partir desta literatura? como ela é lida e consumida no Brasil e no mundo?

Estas são algumas das perguntas e questões que norteiam o curso, mediado por Jéssica Balbino, que vivencia, diretamente, a produção literária da periferia nos últimos 20 anos 

Unindo a vivência em saraus, slams e eventos literários à experiência jornalística, desenvolveu uma pesquisa de mestrado que resultou em um documentário, uma dissertação e vários cursos e aulas sobre o tema. 

No curso, segundo a jornalista, que é também produtora cultural, será trabalhada a história da literatura marginal/periférica no país, partindo da primeira publicação da revista Caros Amigos em 2001 e passeando pelos contextos que nos trazem até o momento atual, com a efervescência dos slams, o resgate da oralidade, o protagonismo das mulheres com seus próprios coletivos, as próprias publicações e destacam-se não apenas no mercado editorial brasileiro, mas também mundo afora.

“O curso apresenta algumas reflexões que pretendem discutir como se dá a literatura marginal/periférica e busca responder, na prática, quem são seus autores e autoras, o que eles fazem, como começaram a escrever, que saraus, slams e espaços frequentam e sobre o que escrevem. Travamos discussões para entender como se dá a literatura marginal e como os autores constituem vozes plurais nessa polifonia que reporta e escreve a própria história partindo das periferias e margens para o centro”, disse.

Ainda de acordo com a pesquisadora,  é importante observar que o movimento da literatura marginal/periférica, tal qual será abordado no curso, só existe da maneira como aqui é apresentado no Brasil, e constitui-se um fenômeno, especialmente das periferias, onde criam-se sinergias capazes de projetar a voz destes autores para diferentes espaços.

O material disponibilizado para o curso é fruto de 20 anos de pesquisa, vivência e acompanhamento da literatura marginal/periférica no país. 

Em 2016, por meio de um mapeamento, que foi disponibilizado online, foi traçado um breve perfil destas mulheres e através do cruzamento de dados, identificamos etnias, número de publicações, índices de escolaridades, entre outras vertentes possíveis e inerentes à literatura feita pelas mulheres no país.

O mapa traz dados científicos e culturais sobre a produção literária feminina e identificou 425 mulheres, por meio de um formulário online de automapeamento, em que as mulheres que se identificam como escritoras responderam perguntas como idade, local onde vive, etnia, se tem um ou não publicações e quais saraus/slams frequentam.

CURSO ABERTO A TODES INTERESSADES

Inscrições aqui >> http://bit.ly/cursoliteraturamarginal
SYMPLA: INSCREVA-SE

Metodologia: Vídeos, filmes, textos, fóruns de debates, atividades online e produção textual. O material ficará disponível por 60 dias e você acessa dentro da sua rotina.

* encontros semanais on-line de 2h via Google Meet, das 19h às 21h 

* os encontros serão gravados e podem ser assistidos pelo período de 30 dias, na melhor ocasião para as pessoas inscritas que não puderem acompanhar na data;

* material exclusivo de apoio: apostila em PDF especialmente desenvolvida para o curso;

lista de sugestões complementares (livros, filmes, séries, podcasts e afins) com curadoria da professora;

* grupo no WhatsApp para debater a leitura com a turma, com acompanhamento da professora;

*e-mail para dúvidas: contato direto com a professora, com resposta em até dois dias úteis;

SYMPLA: INSCREVA-SE

Aulas:
11 de maio
18 de maio
25 de maio
01 de junho 

Duração: 2h por aula
Valor: R$ 120,00 (dividido em até 12x no Sympla) 
R$ 100,00 à vista, via PIX ou depósito bancário
PIX: 068.176.116-44

Confira os módulos

Módulo 1 – O que é literatura marginal/periférica?
No princípio era o verbo
A literatura como crônica do cotidiano
Contexto histórico: a literatura marginal/periférica brasileira?
Literatura marginal, periférica, divergente, feminina, feminista, negra ou hip-hop?
O que o hip-hop tem a ver com isso tudo?

Módulo 2 – Pode o subalterno falar? 
Periferia: pode mais de um subalterno falar?
Os saraus deste século
Cooperifa: o sarau mais popular há quase 20 anos
As mulheres dentro dos saraus
Equidade: podem as mulheres das periferias falar?

Módulo 3 – Vozes, silêncios e escrevivência
Locais de enunciação e fala
Trajetórias e vozes
Essa tal de escrevivência
De Ferréz a José Falero, de Carolina Maria de Jesus a Mel Duarte

Módulo 4 – O mercado editorial 
Antologias
Prosa e poesia
Os movimentos de revide 
Dos griots aos slams: a importância da oralidade
O corpo, a escrita, a fala 
Slam no Brasil
A importância da autorrepresentação

mediadora: Jéssica Balbino

Por paixão e por formação, Jéssica Balbino é jornalista e acredita que as narrativas podem transformar o mundo.  Psicanalista em formação, viciada em café e histórias, é mestre em comunicação pela Unicamp, premiada pelo Estado de Minas Gerais com o projeto Margens e pelo Minc com o livro-reportagem “Hip-Hop – A Cultura Marginal”. Recebeu também, por dois anos consecutivos, o prêmio Maiores & Melhores, na categoria Assessoria de Imprensa. 

Dedica-se a registrar histórias por meio das vivências. É autora dos livros “Gasolina & Fósforo”, “Hip-Hop – A Cultura Marginal” e “Traficando Conhecimento”, além de ter participado de várias antologias.

Entusiasta do jornalismo literário, coordena o Margens, projeto que realiza curadoria, divulgação e edição de conteúdo e reportagens de literatura contemporânea brasileira, especialmente a produzida por mulheres. Criou o Insurgências Gordas, primeiro curso com intelectuais gordes do país.

Foi jurada do Prêmio Jabuti e do Prêmio Arte como Respiro do Itaú Cultural. Foi incluída no curso de Literatura Latino-Americana da Universidade de Berlim como bibliografia obrigatória da disciplina de literatura marginal e periférica. 

Participou de eventos literários dentro e fora do país e é também curadora e produtora de projetos literários como o próprio Margens, o  Lá na Laje, que durante o ano de 2018 e 2019 realizou duas temporadas de um clube do livro sem livros no Sesc Pompeia e posteriormente no Sesc Osasco, do ciclo Margens no Itaú Cultural em 2017, bem como do encontro de Arte da Periferia no Flipoços desde 2009. 

É colunista do site Puta Peita e escreve para veículos como UOL, Catraca Livre, M pelo Mundo, BuzzFeed, Hysteria e Suplemento Pernambuco. Foi editora do G1 por quatro anos. 

Trabalha como assessora de imprensa apenas para pessoas e projetos em que acredita – e que transformam o mundo, entre eles, Mel Duarte e  Livraria Africanidades, já tendo passado por projetos e eventos como Flipoços, Mostra Cultural da Cooperifa, Festival Percurso, entre outros. 

Foi âncora e editora de conteúdo do podcast #Rabiscos entre 2018 e 2020, fazendo mais de 100 entrevistas com autores contemporâneos, conduzindo e construindo séries de entrevistas. 

Em 2017, foi apontada pelo Centro Cultural de São Paulo como uma das 100 mulheres que mais incentivam a cultura no país. Quando não está trabalhando, estuda psicanálise, gosta de cozinhar e viajar, mas depois, escreve sobre as experiências. 

INSCREVA-SE: http://bit.ly/cursoliteraturamarginal

SYMPLA: INSCREVA-SE

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *