Especial | listamos mais de 100 escritoras pretas e brasileiras para você conhecer

Especial | listamos mais de 100 escritoras pretas e brasileiras para você conhecer

Pensando nas desculpas frequentemente usadas para justificar a ausência de mulheres pretas no mercado editorial, seja dentro de editoras, nas curadorias, ocupando lugares em eventos e festivais literários, etc, resolvemos criar essa lista com mais de 100 autoras pretas e brasileiras para você conhecer.

A curadoria foi feita pela jornalista e editora do Margens, Jéssica Balbino e pela bibliotecária e empresária da Livraria Africanidades, Ketty Valencio, além de ter contado com a colaboração da poeta Mel Duarte.

Tentamos colocar fotos, vídeos e links para compra dos livros das autoras aqui mencionadas. Algumas, infelizmente, não encontramos. No entanto, recomendamos uma visita ao site da Livraria Africanidades, onde há um acervo de literatura escrita por mulheres.  Sugerimos também que conheçam o Clube de Assinatura Africanidades.

Não pretendemos, contudo, esgotar, com esta lista, as escritoras pretas brasileiras, até porque sabemos que isso não é possível.

Nossa tentativa aqui é criar uma primeira e inédita lista com as autoras que entendemos ser importantes historicamente e que tem uma contribuição relevante, passando por diferentes tipos de atuação e geografia.

Porém, para não sermos injustas e também não finalizarmos o trabalho aqui, criamos um formulário de automapeamento, em que é possível que as autoras que não estão nesta lista, mas gostariam de ser incluídas, possam preencher e passar a integrar a lista.

Portanto, caso seja autora preta e queira integrar, se automapeie aqui. 

abigail Campos Leal

abigail Campos Leal movimenta seu palavrar entre os terrenos da filosofia y poesia. É mestre em Ética Aplicada pela UFF, mestre em Filosofia pela UFRJ e doutoranda em Filosofia pela PUC-SP. É uma das organizadoras do Slam Marginália, uma batalha de poesias faladas feitas por y para pessoas trans. Traduz y escreve textos sobre perspectivas trans y cuirs, anti-especistas, anticoloniais y insurrecionárias, em formatos de fanzine.

Publica no segundo semestre desse ano seus dois livros de estréia. “ex/orbitâncias: os caminhos do comunitarismo y da deserção de gênero” pela Glac Edições y “escuirsendo: ontografias poéticas” pela editora O Sexo da Palavra.


Aflordescendente

Poeta, cientista social, virginiana e apaixonada por yoga para dar conta de tudo isto.

Milca Samara, 24, também conhecida como Aflordescendente por seus trabalhos com poesia, é estudante de Ciências Sociais pela Puc-sp, reside em Mauá no ABC

Paulista e realiza trabalhos em escolas junto ao coletivo @kushCrew levando a cultura Hip-Hop e a educação de forma lúdica mas não menos importante.


Andrezza Xavier

Andrezza xavier, 2z. escritora, poeta, educadora informacional, empreendedora, performance nesse mundo que te revira, a arte tornou sina. A escrita é a sua dor e cura, “quando escrevo transponho o mais sincero de mim e o mais ardo, morde e assopra, é grito e silêncio, é ponto e jamais reticências. Sou verbo transitivo com a caneta na mão”. Integra o coletivo Cajila Laboratória.


Ana Meira


Ana Meira é escritora, tradutora e educadora. Amante de poesia e ficção científica, procura explorar diferentes linguagens em seu trabalho. É autora da plaquete Gravidades (2019) e também fez parte da publicação independente Sutura #01 (2019).

https://medium.com/@anameiramar/

 

 


Aline Anaya

Poeta e educadora, participa do sarau Versos em Versos. Slammer, produtora cultural, atua também no Slam do Bronx. Publicou na antologia “Identidade e Força Ancestral: Histórias de mulheres dentro da periferia de São Paulo”


Alzira Rufino

Alzira Rufino é enfermeira, escritora e ativista política e atuante no Movimento de Mulheres Negras. Foi a primeira autora negra a ter seu depoimento registrado pelo Museu de Literatura Mário de Andrade, de São Paulo.

Autora dos livros de contos “Qual o quê” e Alzira Rufino uma ativista feminegra”.

Dos ensaios, “A mulher negra tem história”, “Articulando”, “Mulher negra: uma perspectiva histórica”, “O poder muda de mãos, não de cor”, “Violência contra a mulher – uma questão de saúde pública”, “O livro da Saúde das Mulheres Negras”, “Violência contra a mulher – um novo olhar”, “Vocês não podem adiar mais os nossos sonhos”, “Configurações em preto e branco”.

Alzira publicou também o livro infantil “Muriquinho, piquininho”, o livro de poesia “Eu, mulher negra, resisto” e “Bolsa Poética. No romance, escreveu “A mulata do sapato lilás”.


Ana Cláudia Lemos Pacheco
Doutora em Ciência Sociais pela Unicamp, pesquisa Mulher Negra, Afetividade, Gênero e solidão.

Autora do livro “Mulher Negra: Afetividade e solidão”.

 

 

 

 

 



Ana Maria Gonçalves
Publicitária que abandonou a profissão em 2002 para morar em Itaparica e escrever o primeiro livro “Ao lado e à margem do que sentes por mim”. Seu segundo livro, “Um defeito de cor”, conquistou o prêmio Casa de las Americas.

 


Ana Paula Lisboa
Ana Paula Lisboa é a mais velha de quatro irmãos, filha de dois pretos, favelada e carioca de nascimento, divide a vida entre o Rio de Janeiro e Luanda, onde dirige a Aláfia e a Casa Rede, espaços de produção de arte e cultura na cidade.

Escritora, publicou contos e poesias em coletâneas nacionais e internacionais. Escreve para a revista feminista AzMina e para o Segundo Caderno do jornal O Globo.



Antonieta de Barros

Antonieta de Barros viveu de 1901 a 10952 em Florianópolis (SC). Foi jornalista, professora e política. Inspiração para o movimento negro, foi apagada dos livros de história, tendo sido uma ativa defensora da emancipação feminina, de uma educação de qualidade para todos e pelo reconhecimento da cultura negra, em especial no sul do país. Foi a primeira negra brasileira a assumir um mandato popular.

Fundou e dirigiu o jornal A Semana entre os anos de 1922 e 1927. Neste período, por meio de suas crônicas, ela veiculava suas idéias, principalmente aquelas ligadas às questões da educação, dos desmandos políticos, da condição feminina e do preconceito racial. Dirigiu também a revista quinzenal Vida Ilhoa, em 1930, e escreveu vários artigos para jornais locais. Com o pseudônimo de Maria da Ilha, ela escreveria o livro Farrapos de Ideias, em 1937.


Aparecida de Jesus Ferreira

Aparecida de Jesus Ferreira tem doutorado – PhD e Pós-Doutorado pela University of London – Inglaterra. É professora Associada e Pesquisadora da UEPG – Universidade Estadual de Ponta Grossa. Ministra aulas no curso de Letras – Graduação e Mestrado.

Tem ministrado palestras desde 1990 na área educacional no Brasil e no exterior.

Já publicou 14 livros , desses 8 livros são organizados e 6 livros são individuais, entre eles “As bonecas negras de Lara”, “Identidades Sociais de Raça em Estudos da Linguagem”, “Racismo no Brasil? É coisa da sua cabeça”, “Letramento Racial Crítico Através de Narrativas autobiográficas: Com atividades reflexivas”, “Formação de Professores Raça/Etnia” e “Relações Étnico-Raciais, de Gênero e Sexualidade: Perspectivas Contemporâneas”.


Auta de Souza

Auta de Souza nasceu no Rio Grande do Norte, onde viveu entre 1876 e 1901. Foi poeta da segunda geração romântica, autora de Horto. Escrevia poemas românticos com alguma influência simbolista, e de alto valor estético. Segundo Luís da Câmara Cascudo, é “a maior poeta mística do Brasil”.

 

 

 


Bárbara Carine Soares Pinheiro

Possui graduação em Licenciatura em Química pela Universidade Federal da Bahia. Atualmente é professora Adjunto II na Universidade Federal da Bahia. Tem mestrado e doutorado em Ensino de Química pelo programa de pós-graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências da UFBA/UEFS. Hoje é membro do corpo permanente de docentes do Programa de pós-graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências da UFBA/UEFS.

Atua como coordenadora do Grupo de Pesquisa em Diversidade e Criticidade nas Ciências Naturais (DICCINA), desenvolvendo pesquisas nas linhas de pesquisa: Formação de professoras e professores na perspectiva crítico-decolonial; Diversidade no Ensino de Ciências. Vice-diretora do Instituto de Química da UFBA. Consultora Pedagógica na Escola Afro-Brasileira Maria Felipa. Mãe, nordestina, militante negra e idealizadora da Escolinha Maria Felipa.

Possui alguns livros publicados, o mais recente é “@Descolonizando _ Saberes: Mulheres Negras na Ciência” (2020).


Bárbara Santos

É uma das idealizadoras e principal difusora do Teatro das Oprimidas. A autora é fundadora e referente artístico-metodológico da Rede Ma(g)dalena Internacional, composta por grupos feministas da América Latina, Europa, África e Ásia. No Brasil, atua como consultora do Centro de Teatro do Oprimido, editora da revista METAXIS e como diretora artística do grupo Cor do Brasil e do Coletivo Madalena-Anastácia. Bárbara tem 29 anos de experiência ininterrupta com o Teatro do Oprimido, em mais de 40 países. É autora de Teatro do Oprimido, Raízes e Asas: uma teoria da práxis, lançado em português, 2016 (Ibis Libris); em espanhol, 2017 (Descontrol Editorial); em italiano, 2018 (Clueb) e em inglês, 2019 (UCLA). A nova edição de Raízes e Asas, 2019, em português, sai pela Casa Philos. O segundo livro da autora Percursos Estéticos: abordagens originais sobre o Teatro do Oprimido foi lançado em português, 2018 (Padê editorial). Bárbara Santos vive na Alemanha desde 2009, onde é diretora artística de KURINGA – espaço para o Teatro do Oprimido em Berlim e do grupo Madalena-Berlim. Idealizadora e coordenadora do Programa KURINGA de Qualificação em Teatro do Oprimido, que teve avaliação externa da Universidade de Bologna, integra a ITI Alemanha, o Instituto Internacional de Teatro da UNESCO.

Como autora e diretora, tem se destacado por produções artísticas que abordam temas contextuais (capitalismo, racismo, machismo, migração, etc.) e pela pesquisa de formatos coletivos para a intervenção da plateia no Teatro Fórum. Como atriz, fez Filomena, no filme A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Ainouz, ganhador do Grand Prix de Melhor Filme, da mostra Un Certain Regard, do Festival de Cannes de 2019. Como performer, em Travessia, investiga a conversão do corpo cênico em corpo político.

Compre aqui o Teatro das Oprimidas 


Beatriz Nascimento

Maria Beatriz Nascimento foi uma historiadora, professora, roteirista, poeta e ativista pelos direitos humanos de negros e mulheres, nascida em Sergipe. Professora influente nos estudos raciais no Brasil, sua obra ainda é atual e vital para os estudos raciais mesmo após seu assassinato em 28 de janeiro de 1995, quando defendia uma amiga que tinha um companheiro violento.

Entre os principais trabalhos estão o documentário Ôri (1989), de autoria e narração de Beatriz, com direção da cineasta e socióloga Raquel Gerber. Nele, é documentada a trajetória dos movimentos negros no Brasil, entre 1977 e 1988, sendo o quilombo a ideia central e em parte a trajetória da própria Maria Beatriz. Abordou temas como corporeidade do negro, a perda da imagem que atingia africanas e africanos escravizados e seus descendentes em diáspora e a situação das mulheres negras no Brasil, analisando sua condição social inferior devida ao amálgama de heranças escravistas com mecanismos racistas.

Entre suas publicações estão os ensaios “Por uma história do homem negro”, “Negro e racismo”, “A mulher negra no mercado de trabalho”, “Nossa democracia racial”, “Kilombo e memória comunitária: um estudo de caso”, “O conceito de quilombo e a resistência cultural negra”, “Daquilo que se chama cultura”, “O quilombo do Jabaquara”, “A mulher negra e o amor”.


Bell Puã

Bell Puã é Isabella Puente de Andrade, historiadora e poeta, nascida entre o mangue e o sol do Recife. Vencedora do Campeonato Nacional de Poesia Falada – SLAM BR 2017, representante do Brasil na Poetry Slam World Cup 2018, em Paris, e convidada da FLIP 2018. É autora dos livros “É que dei o perdido na razão” (Castanha Mecânica, 2018) e “Lutar é crime” (Letramento, 2019). Os coletivos que acolhem suas escrevivências são o SLAM das Minas PE e, como militante, o Coletivo Afronte.


Bianca Santana

Bianca Santana é uma escritora e jornalista. É de sua autoria o livro ‘Quando me descobri negra’, um dos vencedores do Prêmio Jabuti em 2016. Estudou Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, onde lecionou. É mestre em Educação pela Universidade de São Paulo.

Organizadora das coletâneas Inovação Ancestral de Mulheres Negras: táticas e políticas do cotidiano ( Oralituras, 2019), Vozes Insurgentes de Mulheres Negras: do século XVIII à primeira década do século XXI (Mazza Edições/ Fundação Rosa Luxemburgo, 2019), e Recursos Educacionais Abertos: práticas colaborativas e políticas públicas (Edufba/Casa de Cultura Digital, 2012).

Está escrevendo uma biografia de Sueli Carneiro, a ser publicada pela Companhia das Letras em 2020.

Escritora convidada na Feira do Livro de Frankfurt em 2018 e na Feira do Livro de Buenos Aires em 2019, quando também foi curadora do Festival Literário de Iguape.


Bixarte

Bixarte é poeta e cantora paraibana. Suas poesias abordam problemáticas sociais e convidam seus espectadores a refletir durante sua apresentação. A poeta é bicampeã do Slam Estadual PARAHYBA e a primeira trans não binária a ganhar duas edições consecutivas no seu Estado, representando-o no Slam BR. Lançou os discos Revolução e Faces.


Brisa de Souza

 

Brisa de Souza: fotógrafa autoral, poeta orgânica, afroindígena, produtora experimental, mãe do Bento. Nascida em Paraty de 1993, taurina, tem metade da fome em São Paulo onde formou famílias do coração. Tem laços, embaraços, casos
e rastros. Dona de uma mente-furacão – não se deixe enganar pelas cifras. Agradece à vida pelas matriarcas que a criaram: nada seria desfrutável se não fossem por elas. Agradece à vida pelo que criou: nada seria continuável sem o parto.

É autora dos zines “POR.TRAI.T., lado A”, “2B” e “Dois Peitos”, que podem ser baixados e lidos aqui



Bruna Tamires

Bruna Tamires é escritora e desenhista, criadora do Clube Negrita e da Malokêarô. Participou das antologias “Jovem Afro da Quilombhoje” (2017); “Nos Kintais do Mundo do Sarau no Kintal” (2018) e “Raízes” (2018) e trabalha atualmente na criação de sua primeira História em Quadrinhos.

 

 

 


Carla Akotirene

Carla Akotirene, nascida Carla Adriana da Silva Santos em Salvador, na Bahia é militante, teórica e uma das principais referências do feminismo negro brasileiro.

No seu doutoramento em estudos de gênero, mulheres e feminismos, na Universidade Federal da Bahia, Akotirene realiza um estudo comparativo entre as lógicas de racismo e sexismos institucionais nas prisões masculinas e prisões femininas, à luz da interseccionalidade. Em sua pesquisa de mestrado em Estudos Feministas (PPGNEIM/UFBA) estudou a interseccionalidade no Conjunto Penal Feminino de Salvador, e abordou a questão das mulheres no sistema prisional. É bacharel em Serviço Social.

Na literatura, publicou “O que é interseccionalidade?” e “Ó pa í, prezada! Racismo e sexismo institucionais tomando bonde nas penitenciárias femininas”.


Carmen Faustino

Poeta e escritora, editora, educadora e gestora cultural, moradora do Campo Limpo – São Paulo.

É uma das idealizadoras do Núcleo Mulheres Negras – O amor cura e coordena o projeto Baobá – Fortificando as raízes. Integra o coletivo Samba Sampa e o grupo artístico Massembas de Ialodês.

Presente na cena literária negra e periférica desde 2009 é autora do livro Estado de Libido ou poesias de prazer e cura(2020), pela editora Oralitura. É co-organizadora das publicações Pretextos de Mulheres Negras (2013), Terra Fertil (2014), Mulheres Líquido – Os encontros fluentes do sagrado com a memória do corpo terra (2015), Coleção Sambas Escritos (2018) e Pilar Futuro Presente – Uma antologia para Tula (2019).


Carolina Maria de Jesus

Carolina Maria de Jesus é mineira de Sacramento e viveu entre 1914 e 1977. Ficou mundialmente conhecida pelo livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”, publicado em 1960 e traduzido para 13 idiomas.

Carolina foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil e é considerada uma das mais importantes escritoras do país.

Carolina de Jesus era também compositora e poeta. Sua obra permanece objeto de diversos estudos, tanto no Brasil quanto no exterior.

Além de Quarto de Despejo, Carolina também tem as publicações, Casa de Alvenaria: Diário de uma ex-Favelada, Pedaços de Fome, Provérbios e as obras póstumas como Diário de Bitita, Um Brasil para Brasileiros , Meu Estranho Diário, Antologia Pessoal, Onde Estaes Felicidade, Meu sonho é escrever – Contos inéditos e outros escritos.

Gravou o disco “Quarto de Despejo” com 12 faixas de samba.


Cássia Valle

Atriz do grupo Bando de Teatro Olodum de Salvador, na Bahia, Cássia Vale é também escritora e publicou os livros infantis “Calu, uma menina cheia de histórias” e “Bloquinho de Rimas e Canções a Calu”.

 


Cátia Luciana

Catia Luciana Pereira, também conhecida como Catita, é professora do Colégio Bandeirantes e escritora e irá conversar sobre o racismo que persiste nas edições infantis de hoje, e o desafio de se trabalhar a verossimilhança para um leitor, a criança, que não tem repertório sócio-histórico.

https://letrascatitas.blogspot.com/


Cidinha da Silva

Cidinha da Silva é escritora e já publicou crônicas, contos e poesia.
Presidiu o Geledés – Instituto da Mulher Negra e fundou o Instituto Kuanza, que promove ações de educação, ações afirmativas e articulação comunitária para a população negra.

Cidinha é autora dos livros de contos “Um Exu em Nova York”, vencedor do Prêmio Biblioteca Nacional de São Paulo (2019) e “Você me deixe, viu? Eu vou bater meu tambor” e dos livros de crônicas “Cada Tridente em seu lugar e outras crônicas”, “Oh margem! reinventa os rios”, “Racismo no Brasil e afetos correlatos”, “Baú de miudezas,sol e chuva”, “Sobre-viventes”, “Parem de nos matar!” e os infantis “Os nove pentes d´África”, “Mar de Manu” e “Kuami”.

Na poesia, publicou “Canções de amor e dengo” e no teatro “Engravidei, pari cavalos e aprendi a voar sem asas” e “Os coloridos”.


Claudete Alves

Claudete Alves é escritora, autora dos livros “Virou Regra?” baseado na dissertação “A solidão da mulher negra – sua subjetividade e seu preterimento pelo homem negro na cidade de São Paulo”.

Claudete também é formada em Pedagogia com Especialização em Administração Escolar, Mestre em Ciências Sociais pela PUC/SP. Uma negra em movimento. Professora de Educação Infantil e Universitária. Vereadora por dois mandatos na cidade de São Paulo (2003 a 2008), teve como principais áreas de atuação o combate à discriminação racial, defesa dos direitos da mulher, criança e adolescente e a defesa intransigente da Educação Infantil e de seus trabalhadores. Fundou e preside o Sedin, primeiro Sindicato de Educação Infantil do país. Autora da lei 13.707/03 que instituiu o 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, como feriado na cidade de São Paulo. Claudete Alves é idealizadora e proponente, junto ao Ministério Público Federal, da Representação que requereu o ajuizamento de uma Ação Civil Pública contra o Estado Brasileiro, pleiteando indenização aos descendentes de negros escravizados no Brasil.



Claudia Canto

Claudia Canto é palestrante, escritora e jornalista literária, tem sete livros publicados, entre eles, a auto-ficção “Morte às Vassouras”, sobre o tempo que passou como emprega doméstica ‘escravizada’ em Portugal, denunciando a
precariedade do trabalho para brasileiros do outro lado do Atlântico. Já apresentou os trabalhos em Oxford, Glasgow e Portugal. Atualmente, escreve a biografia de Visconde de Jequitinhonha, o negro que fundou a OAB.


Conceição Evaristo

Maria da Conceição Evaristo de Brito é romancista, contista e poeta.

Nasce em uma comunidade no alto da Avenida Afonso Pena. Trabalha como empregada doméstica até 1971, quando conclui os estudos secundários no Instituto de Educação de Minas Gerais.

Muda-se para o Rio de Janeiro em 1973, ocasião em que é aprovada para o magistério. Estuda na Universidade Federal do Rio de Janeiro e forma-se em Letras. Ingressa no mestrado em Literatura Brasileira da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ) onde defende, em 1996, a dissertação Literatura Negra: uma poética da nossa afro-brasilidade.

Defende a tese de doutoramento Poemas Malungos – Cânticos Irmãos, em 2011, na Universidade Federal Fluminense (UFF).

Tem participação em revistas e publicações, nacionais e internacionais, que tem por tema a afrobrasilidade.

Tal engajamento inicia-se na década de 1980, por meio do Grupo Quilombhoje, responsável pela estreia literária de Conceição em, 1990, com obras publicadas na série Cadernos Negros. Suas obras, poesia e prosa, especialmente o romance Ponciá Vicêncio (2003), abordam temas como a discriminação de raça, gênero e classe. Atualmente, Conceição leciona na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) como professora visitante.

Autora dos livros “Ponciá Vicêncio”, “Becos da Memória”, do livro de poema “Poemas da recordação e outros movimentos” e dos livros de contos “Insubmissas lágrimas de mulheres”, “Olhos d´água”, “Histórias de leves enganos e parecenças”.

Além disso, Conceição participou de mais de uma dezena de antologias, no Brasil e no mundo.



Cristal Rocha

Cristal Rocha tem 17 anos e é estudante. Poeta desde criança, começou escrevendo versos em sua própria comunidade no extinto Orkut. Mais tarde, em um projeto de sua escola, teve um poema escolhido para ser apresentado para a comunidade escolar.

Em maio de 2017, conheceu o Slam – Campeonato de Poesia Falada e, em novembro desse ano, competindo pela primeira vez, foi a vencedora da oitava edição do Slam Peleia, conquistando a vaga para final gaúcha de Slams, onde sagrou-se campeã. Junto com o poeta Bruno Negrão, representou o Rio Grande do Sul na final nacional de poesia falada (SLAM BR 2017) em São Paulo.

É autora integrante do livro “Querem nos Calar – poemas para serem lidos em voz alta”.


Cristiane Sobral

Cristiane Sobral é uma atriz, escritora, dramaturga e poeta brasileira. Estudou teatro no SESC do Rio de Janeiro, em 1989. No ano seguinte mudou-se para Brasília, onde montou a peça Acorda Brasil. Foi a primeira atriz negra graduada em Interpretação Teatral pela Universidade de Brasília.

Estreou na literatura em 2000, publicando textos nos Cadernos Negros. Foi crítica teatral da revista Tablado, de Brasília. Mestre em Artes (UnB) com pesquisa sobre as estéticas nos teatros negros brasileiros.

É autora dos livros de poemas “Não vou mais lavar os pratos”, “Só por hoje vou deixar o meu cabelo em paz”, “Terra Negra” e dos livros de contos “Espelhos, miradouros, dialéticas da percepção”, “O tapete voador” e da coletânea “Olhos de Azeviche”.

Cristiane também é autora das peças “Uma boneca no lixo”, “Dra. Sida”, “Petardo, será que você aguenta?”


Daniela Rosa

Criadora e idealizadora do Coletivo Alcova. Ela é atriz, formada em artes cênicas e pós-graduada em sociopsicodrama. Atualmente cursa pedagogia e possui atuação como educadora social. Utiliza como pseudônimo Aleinad Rosa.

Daniela participou dos livros “Antologia Sarau Urutu” e “Antologia Slam Nacional de Duplas” organizado pelo Slam da Guilhermina.


Daisy Serena

Daisy Serena nasceu em São Paulo, em 1988. É ativista visual, poeta, graduanda de sociologia e política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e integrante do coletivo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes.

Sua primeira Exposição foi em 2016, chamada Tecituras de Tempo & Identidade, dentro da Mostra Criadoras em Moda: Mulheres Afro-latinas, no Sesc Interlagos.

Seu primeiro livro, Tautologias, foi publicado em novembro de 2016.

 

 


Daysi Coelho

Daisy Coelho é poeta e frequentadora de slams em São Paulo.


Débora Garcia

Débora Garcia é poeta, cantora, atriz, gestora cultural e assistente social formada pela UNESP. Atua na Associação Cultural Literatura no Brasil, em Suzano, desde 2009. Trabalhou durante oito anos no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), também em Suzano. Hoje, continua no serviço social, mas trabalha no sistema judiciário atendendo mulheres vítimas de violência. Débora usa a literatura como forma de empoderamento das mulheres que atende e organiza saraus nas periferias, onde elas podem se expressar e entender que não estão sozinhas. Publicou seus textos em diversas antologias voltadas à literatura negra e periférica e, recentemente, lançou seu livro “Coroações”.

Criou também, em 2016, o Sarau das Pretas, com quem realiza apresentações em diferentes lugares do Brasil e do mundo, exaltando a cultura negra e suas poéticas em diáspora.


Deise Oliveira

Deise Oliveira escreve poesia. Participa de um núcleo de estudo e pesquisa, chamado NEGRAS, na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

É autora do livro “Eu Sou Melancolia, Sensualidade e Timidez”.

 

 


Deusa Poetisa

Mulher, negra, atriz, artesã e poetisa. Idealizadora/ organizadora do “Sarau Alcova da Deusa” e afro-empreendedora marca Pretart. Autora do livro/zine Afronte.


Dinéia Pires Santos

Natural da cidade de Elísio Medrado (Paraíso), interior da Bahia. Teóloga formada pela Universidade Católica do Salvador – UCSAL (2013), Bióloga formada pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB (2013), poeta e escritora, autora do livro “Na cor da pele – a essência preta em poemas e contos”.

 


Dinha

Maria Nilda de Carvalho Mota, a Dinha, é moradora do Parque Bristol e nasceu em dezembro de 1978, na cidade de Milagres (CE). Veio para São Paulo no ano seguinte, com o pai, a mãe e mais sete irmãos. Em 1999, ingressou no curso de Letras da USP.

Desde os 12 anos, Dinha escreve poemas e há quase dez vem publicando fanzines de poesia, resultados de angústias, de tempos infelizes. Desses “zines” reunidos, publicou o livro “De passagem mas não a passeio” e posteriormente o livro “Onde escondemos o ouro” pelo selo Me Parió Revolução, que edita livros artesanais. Lançou também o o livro “Zero a Zero” (15 poemas contra o genocídio da população negra).


Dona Jacira

Dona Jacira nasceu no dia de natal em 1964, cresceu no Jardim Ataliba Leonel, na Zona Norte de São Paulo, e vive hoje no Jardim Cachoeira, na mesma região. É filha de Maria Aparecida, de quem herdou a garra e o gênio forte. Seu pai Estácio, missionário religioso, morreu meses antes do nascimento da caçula do casal.

É autora do livro “Café”, biografia narrada em primeira pessoa, que apresenta palavras impressas que refletem mais que o brilho da poesia que, por vezes, brota do riso e o olhar reflexivo de Dona Jacira, tal como em um baile, as palavras valsam entre um capítulo e outro e vão, suavemente, apresentando a rica história de uma mulher que decidiu perseverar. E assim, em um momento tão confuso de nossa história, Café completa bem mais que a conversa da tarde, ele alerta sobre o que já foi vivido não só por Dona Jacira, mas para todas as “Jaciras” desta época e de todas as épocas passadas.


Edenice Fraga

Edenice Fraga é tenente-coronel da reserva da Polícia Militar de Santa Catarina, escritora, poeta, contista e palestrante.

Publicou os livros “Pássaro Sublime” e “Traços de Antonieta”. Atuou como roteirista e diretora artística do espetáculo Cruz e Sousa Canto e Poesia.

Além disso, é especialista em atendimento à Criança e ao Adolescente em Situação de Risco e Gestão de Segurança Pública.

 


Eliana Alves Cruz

Jornalista e escritora, autora dos livros Água de Barrela, baseado na trajetória da própria família desde o século XIX na África e O Crime do Cais do Valongo, foi vencedora da primeira edição do Prêmio Literário Oliveira Silveira, oferecido pela Fundação Cultural Palmares em 2015.


Eliane Marques

Eliane Marques nasceu em Sant’Ana do Livramento, Rio Grande do Sul, fronteira entre Brasil e Uruguai. Advogada, reside atualmente em Porto Alegre, onde atua como Auditora Pública Externa do Tribunal de Contas do Estado. Além das Graduações em Pedagogia e Direito, é Especialista em Constituição, Política e Economia, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Mestre em Direito Público pela UNISINOS.

Fez formação em Psicanálise na “Après Coup Porto Alegre Psicanálise e Poesia” e foi uma das ministrantes, nessa instituição, do curso de Direito e Psicanálise. Nesse contexto, dedicou-se à tradução do volume “O Trágico em psicanálise”, de Marcela Villavella, que veio a público em 2012.

Nesse mesmo ano, esteve à frente do projeto “Poetas do Futuro”, do qual participaram crianças e adolescentes acolhidos pelo Instituto Recriar, trabalho este que originou a revista “Não é o bicho” (2012).

Foi também responsável pela organização do livro “No meio da meia-lua, primeiros versos” (2013), do coletivo Africanamente Escola de Capoeira Angola. E coordenou, junto com outros poetas, o AEDO – Arte e Expressão da Oralidade – Festival de Poesia, bem como as várias edições do Porto Poesia. Sua atuação como intelectual e escritora abarca ainda a coordenação do projeto “Escola de Poesia”, bem como a coordenação editorial da revista OVO DA EMA.

Como autora, integrou, em 2008, a coletânea “Arado de palavras”, ao lado de outros autores sulistas, bem como a revista Água Viva. Sua primeira publicação individual, “Relicário”, de 2009, dá mostras do talento de Eliane Marques com a arte da palavra em poemas que demonstram uma estruturação harmoniosa e inventiva, voltada à memória e a seus precursores.

Lançado em 2015, “E se alguém o pano” revela a proeminente capacidade criativa e estética da poeta, ao apresentar-nos textos inovadores, lastreados em elevado rigor formal. Os poemas, em primeiro momento, exigem um modo de leitura diferente do convencional: um olhar poético escrutador, não automático, que desconfia e investiga.


Elisa Lucinda

Elisa Lucinda nasceu em Vitória no Espírito Santo. É poetisa, jornalista, cantora e atriz brasileira. Idealizadora e fundadora da Casa Poema, a artista tem seu foco de atuação na arte-educação.

Elisa possui mais de uma dezena de livros publicados, entre eles, o mais recente romance “O livro do avesso – o pensamento de Edite”. Elisa publicou também o livro “Fernando Pessoa, o Cavaleiro de Nada” em 2014 e ainda tem os títulos “A Lua que menstrua”, “Sósia dos sonhos”, “O Semelhante”, “Eu te amo e outras estreias”, “A menina transparente”, “Altamente Recomendável”, ‘A fúria da beleza”, “A poesia do encontro”, “Parem de falar mal da rotina” e “A dona da festa”

Além disso, foi premiada com o Troféu Raça Negra 2010 em sua oitava edição, na categoria Teatro. Também foi premiada no cinema pelo filme A Última Estação, de Marcio Curi, no qual protagoniza o personagem Cissa.


Elizandra Souza

Elizandra Souza, 36 anos, nascida em São Paulo e criada no interior da Bahia, sou semeadora de literatura negra feminina na página @literaturanegrafeminina e na minha vida como um todo, sou vendedora, ativista cultural há 18 anos, poeta, jornalista, idealizadora do Coletivo Mjiba e integrante do Sarau das Pretas. Autora dos livros Punga (2007), Águas da Cabaça (2012), Filha do fogo (2020). Co-organizadora dos livros Pretextos de Mulheres Negras ( 2013), Terra Fértil, Jenyffer Nascimento (2014) e Narrativas Pretas – antologia Sarau das Pretas (2020).


Érica Peçanha

Graduada em Sociologia e Política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Mestra e Doutora em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo, com pós-doutoramento em Educação pela mesma instituição. Autora de “Vozes marginais na literatura” (Aeroplano, 2009), sobre a projeção de escritores da periferia no cenário literário contemporâneo; e coautora de “Polifonias marginais” (Aeroplano, 2015), que apresenta entrevistas com produtores literários negros e periféricos. Pesquisadora de pós-doutorado do Instituto de Estudos Avançados da USP e supervisora geral do Projeto Democracia, Artes e Saberes Plurais, voltado para a ampliação das formas de acesso, interlocução e permanência dos grupos periféricos na USP. Atua nas áreas de antropologia urbana, pesquisa social e ciências humanas e saúde, com foco nas discussões sobre periferia, cultura e juventude.


Erika Balbino

Formada em Cinema pela FAAP e com graduação em Mídia, Informação e Cultura pela USP, Erika Balbino é CEO da Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo.

É autora do livro infanto-juvenil “Num Tronco de Iroko Vi a Iúna Cantar”, título lançado em maio de 2014 pela Editora Peirópolis que no mesmo ano foi selecionado pela FNLIJ para a Feira de Bologna. Em 2017 lançou seu segundo livro, o romance “O Osso: Poder e Permissão, pela editora Cosmos”


Esmeralda Ortiz

Escritora, jornalista e cantora Esmeralda Ortiz conta a própria história de vida no livro “Esmeralda: porque não dancei”, onde narra o que passou como ex-usuária de drogas e pessoa em situação de rua.

 


Esmeralda Ribeiro

Esmeralda Ribeiro é jornalista e escritora. Nasceu em São Paulo e estudou jornalismo na Universidade de São Paulo. Tornou-se membro do Quilombhoje , um grupo literário afro-brasileiro, em 1982. Seus primeiros poemas apareceram na antologia de 1982, Cadernos negros ; seu primeiro conto “Ogun” apareceu na antologia de 1985. Mais tarde, trabalhou com Marcio Barbosa como editor de Cadernos negros . Seu trabalho foi traduzido para o inglês para as coleções Moving Beyond Boundaries, Dimensão Internacional da Escrita de Mulheres Negras eEnfim … Nos / Finalmente … Nós: Escritoras Negras Brasileiras Contemporaneas / Escritoras negras contemporâneas brasileiras , ambas publicadas em 1995.

Em 1988, ela publicou um romance curto Malungos e milongas.

Esmeralda Ribeiro também trabalhou para a Secretaria de Cultura do estado de São Paulo.


Fabiana Lima (Negafya)

NegaFya (Fabiana Lima) é moradora do bairro da Sussuarana-Salvador-BA, poetisa, MC, artista de rua, produtora cultural, ativista cultural, integrante do grupo de poesia Resistência Poética,
Idealizadora e produtora do Slam Das Minas-BA, vice-campeã do campeonato brasileiro de poesia falada(2016), vice-campeã Rio Poetry Slam-Campeonato Mundial de Poesia Falada , Formada em enfermagem e ango capoeirista.

Artista de rua e poeta, durante a apresentação traz denúncias à violências como racismo, machismo e
sexismo , além de ter como principais característica a expressividade corporal e linguagem de fácil entendimento do público em geral.

É autora do zine Insubmissa e participa das antologias “Querem nos Calar – poemas para serem lidos em voz alta” e “Novas Vozes Poéticas Periféricas”.


Fátima Trinchão

Fátima Trinchão é poeta e escritora de contos, crônicas, cordeis e dramaturgia. Seu primeiro texto, um poema trazido a público, no dia 02/12/1978, tem como título “Contemplação de Uma Vida”, publicado no caderno literário do jornal A Tarde, de ampla circulação local e nacional, após, publicação do conto “Roda Viva”, no mesmo jornal, no dia 20/05/1979, “Deus”, poema publicado em 1985.

A partir de 2009 começa a publicar nos Cadernos Negros,saindo em diferentes edições.

Em 2011 lançou o livro autoral “Ecos do Passado”, com 44 poemas, publicado na Bienal do Livro de São Paulo.

Em 2017 publicou um conto na coletânea “Olhos de Azeviche”.


Fernanda Miranda

Fernanda Miranda é pesquisadora, pós-doutoranda na USP, doutora em Letras, publicou o livro “Silêncios prEscritos: romances de autoras negras brasileiras (1859-2006)”

 


Fernanda Rodrigues

Fernanda Rodrigues é de São Paulo. Formou-se em Letras. É pós-graduada no curso de Formação de Escritores e Especialistas em Produção de Textos Literários e, atualmente, pós-graduanda na Docência em Literatura e Humanidades. Toda essa formação acadêmica a levou por dois caminhos: o ensino e a escrita.

A autora começou sua escrita em 2006, quando criou o blog “Algumas Observações” (http://www.algumasobservacoes.com/). E publicou o livro de poemas, “A Intermitência das Coisas: sobre o que há entre o Vazio e o Caos”.

 


Formiga

vulgo formigão (formiga) pele parda 29 ano kontrariando as estatístika (1990) kria do extremo sul da zona sul, poeta, kapoeira y sapatão. publikei em umas antologia literária tipo perifeminas (2013), além dos quartos (2015), poemas para combater o fascismo (2018), a resistência dos vagalumes (2019) y etc. espalhei uns fanzine de poema pela rua: aversão poétika (2012 – 2015), eu-lésbika (2014) pela edições herétika, seis sentidos (2016). trampo kom a edições formigueiro de fanzines marginais desde 2017. faço o kuadrinho aperiódiko lesbo ódio (2018 – ). afro latina (2018) é meu livro de poema pela padê editorial relançado em 2020 com novo prefácio. tatear (2020) é um zine de poema erótiko pela edições formigueiro.


Gabriela de Jesus

Gabriela de Jesus, graduanda em Ciências Sociais pela UFSCar e pesquisadora em relações raciais/ diferença e feminismo negro. Educadora Social e criadora da fanzine “Black Zine, Black Zone”.

No total são 6 edições da Black Zine, Black Zone

Black Zine, Black Zone #1

Black Zine, Black Zone #2 gênero e diversidade

Black Zine, Black Zone #3 genocício do negro brasileiro

Black Zine, Black Zone #4 necropolítica

Black Zine, Black Zone #5 violência doméstica

Black Zine, Black Zone #6 Gordofobia


Gabriela Rocha (Gabyanna)

Gabriela Rocha é gerente tributária, mora em oslo, na Noruega e discute a solidão da mulher negra e gorda no livro Gabyanna – Negra e Gorda.

 

 

 


Gênesis

Poeta , escritora e contadora de histórias de Nova Iguaçu , Baixada Fluminense. Publicou seu primeiro livro infantil “Cadê Martin?” em 2015 pela Chiado Editora.

Em 2019 lançou seu primeiro livro de poesia “Delírios de (re)existência “pela Padê Editorial. É também uma das integrantes do coletivo Slam das Minas RJ.

Desde o final de 2017 vem se aventurando nas batalhas de Slam Poetry e abrindo espaço para cura pela palavra falada.


Geni Guimarães

Geni Mariano Guimarães é poeta e escritora. Iniciou a carreira literária publicando poemas em jornais da cidade de Barra Bonita, no interior paulista. O primeiro livro, Terceiro filho, foi lançado em 1979.

Na década de 1980, aproximou-se do Movimento negro e suas obras passaram a reletir a preocupação com a cultura afro-brasileira.

Escreveu contos para a revista Cadernos Negros e em 1989 publicou A cor da ternura, novela que recebeu o prêmio Adolfo Aizen.

Possui publicados os livros de poesia “Da flor o afeto, da pedra o protesto” e “Balé das emoções”. Na gênero dos contos, publicou “Leite do peito”e “Metamorfose”.

Na literatura infantil publicou “A dona das folhas”, “O rádio de Gabriel” e “Aquilo que a mãe não quer”.


Giselle dos Anjos Santos

Historiadora, especialista em diversidade de raça e gênero, palestrante e facilitadora. Atua no Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT). Autora dos livros: “Somos todas Rainhas”; “Mulheres afrodescendentes na América Latina e no Caribe: Dívidas de igualdade”.

 

 

 


Heloisa Pires Lima

Heloisa Pires Lima nasceu em Porto Alegre. Aos nove anos, mudou-se para São Paulo, onde reside até hoje. Estudou Psicologia na PUC e Ciências Sociais na USP, onde também concluiu mestrado em Antropologia (2000), e doutorado em Antropologia Social (2005). Tem priorizado em sua produção acadêmica questões teóricas acerca das fronteiras entre História e Antropologia, na especificidade do tema das representações culturais, com ênfase em relatos de viagem e arte. O período alvo de suas pesquisas tem sido o século XIX.

Sua aproximação com a literatura se dá no âmbito da biblioteca da Ibejí Casa Escola – projeto desenvolvido em São Paulo na juventude.

Em 1998, publicou “Histórias da Preta”, pela editora Companhia das Letrinhas, um compêndio que aborda os vários aspectos da história de uma construção da identidade de uma menina negra. “A Preta”, como o chama a escritora, recebeu reconhecimento crítico, como os prêmios José Cabassa e Adolfo Aizen (1999/UBE), além de ter sido selecionada para o Brazilian Book magazine (1999/FBN-FNLJ) divulgado no Bologna Book Fair.

Em 2004, coordenou a coleção “O Pescador de Histórias”, pela Peirópolis, cujo primeiro título foi “O Espelho Dourado” (PNBE 2005). Já em 2005, tivemos “A semente que veio da África”, pela Salamandra (PNBE 2005).

Foi responsável pela criação da “Selo Negro Edições”, do Grupo Summus Editorial, além de ter atuado como editora entre 1999 e 2000. É uma das autoras do volume” De olho na cultura: pontos de vista afro-brasileiros”, obra vencedora do I Concurso Nacional de Produção de Livros e Vídeos Sobre História, Cultura e Literatura Afro-brasileiras, modalidade Livros, na categoria cultura afro-brasileira. Em 2006, Ano do Brasil na França, participou da Journée Littéraire Foyalaise realizada na Martinica e em Guadalupe.

Entre os livros que publicou estão “Orgulho da raça”, “Histórias da preta”, “O espelho dourado”, “Benjamin, o filho da felicidade”, “O comedor de nuvens”, “O marimbondo do quilombo”, “O que anja contou para a criança negra?” e “O coração do baobá”.


Janine Rodrigues 

Janine Rodrigues é escritora e educadora e fundadora da Piraporiando, editora de Arte-educação cuja as obras literárias originam projetos focados na diversidade para uma educação antirracista, antibullying e sem preconceitos.

Autora dos livros “No Reino de Pirapora”, “As duas bonecas azuis”, “Histórias do velho Nestor contando seus contos de horror”, “Contos Piraporianos”, “Nuang caminhos da liberdade” e “Onde está o Boris?”

 


Jackeline Romio

É doutora e mestre em demografia pelo Instituto de Filosofia e Ciência Humanas da UNICAMP, Bacharel e licenciada em letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Desenvolve pesquisas interdisciplinares sobre a violência e a relação entre as opressões raciais, de gênero, sexo e de classe social; escritora de artigos científicos sobre os temas do feminicídio, epistemologia feminista, mortalidade feminina, saúde, e indicadores sociais da violência contra as mulheres. Atualmente conduz pesquisa de pós doutorado em Psicologia Social na USP. É secretaria da Red de Estudios de Vulnerabilidad Social (ALAP).

É autora da pesquisa “Feminicídios no Brasil, uma proposta de análise com dados do setor de saúde”.


Jarid Arraes

Nascida em Juazeiro do Norte, na região do Cariri (CE), em 12 de fevereiro de 1991, Jarid Arraes é escritora, cordelista, poeta e autora do premiado “Redemoinho em dia quente”, vencedor do APCA de literatura na categoria contos, e dos livros “Um buraco com meu nome”, “As lendas de Dandara”, e “Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis”. Atualmente vive em São Paulo (SP), onde criou o Clube da Escrita para Mulheres e tem mais de 70 títulos publicados em literatura de cordel.


Jenyffer Nascimento

Escritora, ativista, feminista. Jenyffer Nascimento nasceu em 1984, na cidade de Paulista, em Pernambuco. É produtora e apreciadora de arte, frequentadora assídua de saraus nas periferias de São Paulo. O desejo de escrever acontece de forma prematura, ainda na infância em suas viagens literárias. É na adolescência que começa sua escrita com letras de Rap, maneira que encontrou de canalizar suas revoltas, angústias e esperanças.

Participou da coletânea Sarau do Binho e tem poemas publicados na antologia Pretextos de mulheres negras (2013), coletânea que contou com a participação de vinte e duas autoras. Seu primeiro trabalho individual é Terra fértil (Editora Mjiba, 2014). Em suas 170 páginas, a autora aborda o tema do amor, como no poema “Samba jazz” em que trata de um encontro entre pessoas de diferentes classes sociais. Sua relação com a cidade, principalmente a de São Paulo, também é um tema muito recorrente em seu livro, “Reféns da cidade”, “Em cinzas”, “Rio-São Paulo”, são alguns desses poemas. Questões sociais, orgulho negro, vivência da mulher negra, também estão presentes em sua obra.


Jéssica Campos

Jéssica Campos é poeta, socióloga, professora no Cursinho Carolina, organizadora cultural do Sarau do Capão e autora do livro “Transcrevendo a Marginalidade”.


Jéssica Chrispim

Jéssica Chrispim, 36 anos, mãe da Estela e do David, ambos com deficiências intelectuais. Casada com o rapper Marcelo Keshada há 11 anos.

Atriz de um grupo de teatro independente por 5 anos chamado ‘grupo sopro’. Em 2018 começou a me apresentar sozinha , recitando poemas autoria própria e de escritores que são minhas referências.

Publicou o primeiro livro em dezembro de 2019 de nome ‘ eu, Jéssica ‘.

Atualmente se apresenta fazendo as lives no Instagram do nacena e trabalha no segundo livro.


Jô Freitas

Jô Freitas é poeta, atriz, idealizadora do Sarau Pretas Peri e Poeta do Sarau das pretas. Essa artista nordestina e adotada por são Paulo se denomina cenopoeta, por vir do teatro, da poesia e da dança , seu trabalho poético está neste universo “performático” sendo um grande diferencial na cena cultural poética, seu trabalho fala essencialmente da mulher, negra, nordestina, periférica. Realizou um projeto poético fora do brasil em 2017 num povoado chamado Pucusana em Lima/Peru , é o “Mulheres em Travessia” composição de poemas para histórias de mulheres migrantes, feito em 2 edições, na periferia de São Paulo e Povoado de Pescadoras no Peru. Autora do livro “Flores”.


Joy Tamires

Joy Thamires é negra, periférica, escritora, poeta, educadora social, ativista,lésbica e mulher de terreiro. Mora na periferia do Ibura (PE). Autora de “Terra Negra” e “Fiz da minha senzala poesia”.


Juliana Jesus

Juliana Jesus escreve, é dançarina, cantora, percussionista e venceu o Slam BR em 2019. Integra o coletivo Pretas Peri e frequenta o Slam da Guilhermina.


Jurema Batista

Jurema Batista é política, ativista dos direitos humanos e dos direitos da população negra e de combate contra as discriminações, principalmente em relação ao racismo e à violência doméstica. Foi uma das 1000 mulheres do mundo indicadas para ganhar o Prêmio Nobel da Paz. É criadora da lei que garante 40% de negros na propaganda oficial da cidade do Rio de Janeiro. É autora do livro “Sem passar pela vida em branco: Memórias de uma guerreira”.

 

 


Jurema Werneck

Jurema Pinto Werneck é feminista negra, médica, autora e doutora em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ativista do movimento de mulheres negras brasileiro e dos direitos humanos, assumiu a Direção Executiva da Anistia Internacional Brasil em fevereiro de 2017.

É autora dos livros “O livro da saúde das mulheres negras” e “Saúde da população negra”.


Jussara Santos

Jussara Santos nasceu em Belo Horizonte-MG no dia 12 de setembro de 1963. Filha de José Luiz dos Santos e Conceição Oscar dos Santos. Licenciada em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais, concluiu Mestrado em Literaturas de Língua Portuguesa pela PUC Minas e Doutorado na mesma Instituição.

Professora da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte, como pesquisadora da FAPEMIG, integrou o Projeto da PUC Minas intitulado “Literatura afro-brasileira, equívoco ou uma fratura da linguagem?” É autora de vários ensaios sobre as questões relacionadas à afro-brasilidade.

Jussara Santos possui poemas publicados em várias antologias, assim como tem publicado ensaios em revistas literárias. Seu livro de contos “De flores artificiais” foi publicado em 2002, pela Editora Sobá. É ganhadora do Concurso de Poemas Rosas de Abril – UFMG/1993, e do 25º concurso de contos, poemas e ensaios da Revista Literária do Corpo Discente da UFMG, em 1993.

Publicou as obras de contos “De flores artificiais” e “Com afagos e margaridas”. Na área da poesia, publicou “Samba de santos”

Como autora infantojuvenil publicou “Indira” e “Crespim”.

Com afagos e margaridas


Kati Souto

katí souto, brasiliense, guaraense, eu. às vezes as pala­vras me aparecem sem nem avisar, sem nem ter pape!, sem nem ter caneta, dá até um aperto na buceta. por isso sou feita de palavra, quando não escrevo ela pode ser falada, vivida, espalhada, nasci em berço preto, neta de índio, músculos firmes, cabeça de incêndio, um ser de fogo. procura todos os dias aquecer o mundo de sua frieza ignóbil.

É autora de “escura noite” pela padê editorial.


Katia Castañeda

Kátia é mulher, é negra, é de axé, é poeta. É autora do livro “Poesia: o grito de Resistência”.


Kika Sena

Kika Sena é arte-educadora, atriz, escritora poeta e performer alagoana radicada no Distrito Federal. Sereia vulcânica atlântica aflita é mestranda em artes cênicas na Universidade de Brasília. Lançou em 2017 o livro “Periférica”, pela Padê Editorial, antecedido por “Marítima”, publicação independente.


Kimani

Kimani, nome escolhido pela poeta e cantora Cinthya da Silva Santos, para os campeonatos de slam – batalhas de
poesia falada – significa ‘menina dócil’, mas, foi com versos ágeis e fortes que ela garantiu a mais cobiçada vaga
neste esporte no Brasil: a chance de representar o país na Copa do Mundo de Poesia Falada na França (La coupe
du monde de slam).

Nascida no verão de 1993, a poeta do Grajaú – periferia da capital paulista – começou a escrever e fazer poesias
aos 7 anos, mas só esteve no primeiro slam em 2017, na zona norte da cidade. Desde então, não parou mais de competir.

Entre os campeonatos que já ganhou estão alguns como Slam BR Slam Flup Rio , Slam SP, Slam BNDES e edições
locais como Slam das Minas, Slam Grajaú, Slam Capão, Slam Guilhermina, entre outros.

Atualmente, trabalha em textos para o livro “Anahi – a menina com olhos de poesia”, que reúne cartas para os pais,
namorados e textos que vieram antes de conhecer as batalhas de poemas e também os que foram escritos depois.

Na publicidade, Kimani participou da campanha de estreia da série The Handmad ́s Tale (baseada no livro ‘O Conto da Aia’) para a GloboPlay.


Kiusam de Oliveira

Nascida em Santo André, grande São Paulo, aos 14 anos ingressou no Colégio IESA para cursar Magistério de 2o Grau. Logo após, foi para a Fundação Santo André cursar Pedagogia, com habilitações em Administração Escolar e Orientação Educacional. Para qualificar-se fez lato-sensu em Metodologia do Ensino Superior e, na sequência, na USP habilitou-se em Deficiência Intelectual e Mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano e Doutorado em Educação, ambos pela USP.

Atua como professora há mais de 25 anos, tendo dedicado grande parte deste período à Educação Especial e à formação de profissionais de Educação no município de Diadema/SP, implantando a lei 10.639/03 e ocupando funções de gestão pública.

A partir de 2009, iniciou uma sequência de lançamentos literários, com grande repercussão nacional e internacional. Suas obras foram premiadas por diversas frentes: com o livro Omo-Oba-Historias de Princesas, altamente premiado e que em 2019 completou 10 anos de sua primeira edição.

Prêmio ProAC Cultura Negra 2012 (O Mundo no Black Power de Tayó) e elencado no ranking dos dez livros mais importantes do mundo, em direitos humanos, pela ONU, entre outros. Até o ano de 2019, a multi-artista dedicou-se também às atividades acadêmicas, tendo se mudado para o Espírito Santo para lecionar na Universidade Federal do Espírito Santo. Após um longo jejum e retornando ao eixo Rio-São Paulo, assinou em janeiro de 2020 contratos para quatro novos e aguardados lançamentos literários, estando dois deles previstos para o primeiro semestre: O Black Power de Akin (março de 2020), pela Editora de Cultura e O Mundo de Tayó em Quadrinhos (junho de 2020), pela Companhia das Letrinhas.


Laila Oliveira

Se resume como: Fazedora de poemas na máquina de escrever & autora do livro “deve haver haveres para que a gente siga existindo” pela padê editorial.

 

 


Lélia Gonzalez

Lélia Gonzalez foi uma intelectual, política, professora e antropóloga brasileira. Nascida na cidade de Belo Horizonte, muda-se com toda família em 1942 para o Rio de Janeiro.

Fez graduação em História e Filosofia, mestrado em Comunicação e doutora Antropologia Social.

No doutorado se especializou em antropologia política dedicando sua pesquisa em gênero e etnia.

Autora dos livros “Festas populares no Brasil” e “Lugar de negro”, além de mais de uma dezena de artigos e ensaios, como “Mulher negra, essa quilombola”, “A mulher negra na sociedade brasileira”, “As amefricanas do Brasil e sua militância”, “Uma viagem à Martinica” e “Por um feminismo afrolatinoamericano”.


Lara Nunes

Lara Nunes, 21 anos, é poeta, cantora, compositora e atualmente estudante de Letras na UFBA. Trilhando o caminho artístico desde criança, encontrou no Slam das Mulé a chance de se desenvolver como poeta e é a representante de Camaçari no Slam BA.

Nos seus escritos, coloca em pauta questionamentos sobre racismo, violência de gênero, exploração de classe, afirmação da negritude e ancestralidade, procurando expor sentimentos – de afeto a revolta – e refletir sobre seu papel na sociedade enquanto mulher, negra e artista.

Em tempos cada vez mais obscuros para quem nunca foi apresentado à vida fácil, é necessário se posicionar e lutar contra as forças opressoras com todas as armas possíveis. Para isso, a caneta e a voz são suas maneiras de desabafar e tentar dar visibilidade a quem ainda é silenciado.


Lia Vieira

Lia Vieira nasceu no Rio de Janeiro, em 1958, onde reside. É graduada em Economia, Turismo e Letras. Cursou doutorado em Educação na Universidade de La Habana (Cuba)/Universidade Estácio de Sá (RJ). É pesquisadora, artista plástica, dirigente da Associação de Pesquisa da Cultura Afro-brasileira e militante do Movimento Negro e do Movimento de Mulheres. Nos últimos anos, Lia Vieira vem participando de congressos nacionais e internacionais como conferencista, onde ressalta seus pontos de vista sobre o papel dos professores, agentes multiplicadores de um ensino transformador de responsabilidade, e sobre o ensino da cultura afro-brasileira.

A autora iniciou suas incursões pela literatura afro-brasileira na década de 1990 ao participar de coletivos como o Quilombhoje Literatura, de São Paulo, e Vozes mulheres de, Niterói. Nesse mesmo ano, publicou o volume de poemas “Eu, mulher – mural de poesias”. A partir de então, vem publicando em diversas edições da série Cadernos Negros.

Uma de suas experiências mais instigantes reside na retomada do mito de Chica da Silva, figura histórica espezinhada em representações estereotipadas, como no filme dirigido por Cacá Diegues. Sua narrativa “Chica da Silva – a mulher que inventou o mar”, dirigida ao público infantojuvenil, vai em direção oposta e constrói um enredo não apenas fiel ao dado histórico, mas em sentido desconstrutor dos estereótipos e preconceitos difundidos sobre a personagem

Já o volume de contos “Só as mulheres sangram”, publicado em 2011, reúne narrativas marcadas pela dignificação dos afrodescendentes em histórias comoventes pelo tom realista, como “Operação Candelária”, que aborda o assassinato coletivo que abalou o Rio de Janeiro no início do século, entre outros.


Lilia Guerra

Participou de oficinas de literatura na Casa Mário de Andrade. Estreou em 2014 com o romance “Amor Avenida”. Em 2018 publicou “Perifobia”, um livro de contos que também pode ser lido como um romance fragmentado sobre a vida na periferia de uma grande cidade.

 

 


Lilian Rocha

Mulher, negra e poeta. Lílian Rose Marques da Rocha é gaúcha, formada em farmácia com especialização em análise clínica.

Autoras dos livros “A Vida Pulsa: Poesias e Reflexões”, “Negra Soul” e “Menina de Tranças”

 

 


Lívia Natalia

Lívia Maria Natália de Souza é poeta e professora brasileira que nasceu e vive em Salvador (BA).

Formada em Letras pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2002. É mestre e o doutora pela mesma instituição, onde leciona teoria literária.

Estreou como autora em 2011, com “Água Negra e Outras Águas”, livro premiado pelo Concurso Literário do Banco Capital. Sua poesia é marcada pela construção de uma voz feminina e afro-brasileira.

É autora também dos livros “Correntezas e outros estudos marinhos”, “Dia Bonito pra Chover” e “Sobejos do Mar”.

Seu poema Quadrilha, selecionado para o projeto Poesia nas Ruas, foi vetado pelo governo da Bahia por criticar a violência policial.


Lu Bento

Mulher-preta-mãe em tempo integral, escritora, socióloga, mestranda em Educação, pesquisadora de literaturas infantis com protagonismo negro e mediadora de leitura. Criadora de conteúdo sobre maternidade, negritude e literatura em suas redes sociais A mãe preta e Quilombo Literário.

É autora do livro eu-lua.

 

 


Lubi Prates

Lubi Prates é poeta, editora, tradutora e psicóloga brasileira.

Finalista do 61º Prêmio Jabuti e do 4º Prêmio Rio de Literatura, com o livro “um corpo negro” (2018), selecionado para criação e publicação de poesia pelo Programa de Apoio Cultural (ProAC), da Secretaria de Cultura do governo do estado de São Paulo.

Seu livro de estreia foi “coração na boca” (2012). Em 2016, publicou “triz”.

É também fundadora da “nosotros, editorial” e edita a revista literária Parênteses. Foi co-organizadora com outras mulheres de dois festivais de poesia para a visibilidade de poetAs, o eu sou poeta, em São Paulo, em 2016, e o Otro modo de ser, em Barcelona, em 2018.

Foi uma das organizadoras de GOLPE: antologia-manifesto, uma antologia com diversos artistas sobre os rumos da política brasileira, publicado pela nosotros, editorial. .

É a tradutora da Poesia Completa de Maya Angelou, publicada, em 2020, pela editora Astral Cultural.


Luciana Palmeira

Luciana Palmeira é escritora, autora do livro “Calu: uma menina cheia de histórias”.


Lui Ain Zaila

Luciene Marcelino Ernesto, mais conhecida como Lu Ain-Zaila é pedagoga e escritora afro-brasileira de ficção científica e literatura fantástica.

Formada em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, publicou em 2007, a sua primeira história, o conto “O Caminho Sankofa de Nande” na revista Eparrei, em 2015, após uma visita a Bienal do Livro do Rio de Janeiro, a autora percebeu que não haviam livros em que poderia ser identificar, resolveu então criar uma história de ficção científica semi-distópica na Duologia Brasil 2408, composta pelos romances “In) Verdades (2016) e (R) Evolução” (2017), lançados de forma independente, os romances contam a história de uma heroína negra chamada Ena, que luta contra a corrupção no Brasil do século 25.

Em 2018, lança um projeto de financiamento coletivo Benfeitoria, o livro “Sankofia: breves histórias afrofuturistas”, contendo contos que vão do afrofuturismo ao sword and soul, uma variante afrocêntrica do subgênero sword and sorcery, protagonizada por personagens negros. Em 2019, publicou o “Ìségún”.


Luna Vitrolira

Luna Vitrolira inicia sua carreira artística como escritora, poeta declamadora, aos 15 anos de idade e desde então vem participando de importantes feiras e festivais literários por todo Brasil.

Como um marco de 10 anos de carreira Luna Vitrolira lança, pelo selo “LIVRE”, de seu livro de estreia “AQUENDA_ O AMOR ÀS VEZES É ISSO”, finalista do prêmio Jabuti e que já tem recebido destaque da crítica local e nacional.

Luna Vitrolira se prepara para lançar seu primeiro disco autoral de música e poesia, baseado em seu livro, com show/ espetáculo, homônimos.


Lunna Rabetti

Lunna Rabetti rapper, a oficineira, a palestrante, a produtora e repórter. Organizou e publicou as antologias “Perifeminas vol 1 e vol 2” com a participação de mais de 100 mulheres do Brasil e do mundo.

 

 

 


Luz Ribeiro

Luciana Ribeiro conhecida pelo nome artístico de Luz Ribeiro, é poeta e pedagoga brasileira.

Nasceu em Jardim Souza, na Zona Sul de São Paulo e estudou sempre em escolas públicas. Para lidar com o racismo e a exclusão, começou a escrever versos sobre seu cotidiano, em papéis que depois queimava. Em 2011 começou a frequentar saraus na periferia da cidade e a participar de slams. Venceu o Slam BR de 2016. Foi uma das organizadoras da edição paulista do Slam das Minas.

Lançou em 2013 seu primeiro livro, “Eterno Contínuo” e em 2017 o “Estanca/Espanca”.

Integrante dos coletivos Poetas Ambulantes, Slam Do 13 e Legítima Defesa, representou o Brasil na 11ª edição da Copa do Mundo de Slam, em Paris, em 2017.


Mãe Stella de Oxossi

Maria Stella de Azevedo Santos, Mãe Stella de Oxóssi, Odé Kayode foi a quinta Iyalorixá do Ilê Axé Opó Afonjá em Salvador, Bahia.

Teve uma longa e fundamental atuação na orixalidade do Brasil e do mundo.

Faleceu na cidade de Santo Antônio de Jesus, no Hospital Incar, onde se internara no dia 27 de dezembro de 2018.

Publicou 7 livros, que são “E Dai Aconteceu o Encanto”, “Meu Tempo é Agora “, “Lineamentos da Religião dos Orixás – Memória de ternura”, “Òsósi – O Caçador de Alegrias”, “Owé – Provérbios”, “Epé Laiyé- terra viva”,”Opinião – Maria Stella de Azevedo Santos – Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá – Um presente de A TARDE para a história”, reunião de textos publicados no jornal A TARDE na coluna “Opinião”.


Maiara Silva

Baiana do quilombo da onça, Sussuarana, bairro periférico de Salvador. Poeta marginal, traduz seus incômodos de mulher preta, lésbica e periférica em versos que despertam o senso crítico.

Artista e Percussionista, cursou teatro no CRIA durante 4 anos.

Compõe a produção do Sarau da Onça, e é uma das idealizadoras e integrantes do Grupo Recital Ágape. Como escritora, têm poesias materializadas nos livros “O diferencial da favela poesias quebradas de quebrada” (2014) e “A Poesia Cria Asas” (2014), ambos lançados e prestigiados na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, Festa Literária Internacional da Chapada Diamantina – FLICH, na cidade de Lençóis-BA e Salão do Livro e da Imprensa de Genebra, na Suíça.


Maíra Ranzeiro

Maira, 32 anos, pandeirista, escritora, atleta, influenciadora, compositora e professora de pandeiro para mulheres.
Começou a treinar com 11 anos, se tornou a primeira negra campeã brasileira de tênis de mesa aos 15, integrou a seleção brasileira por oito anos, teve a oportunidade de viajar por diversos países tais como Espanha, El Salvador, Venezuela, Chile, Áustria e Japão, onde disputou o campeonato mundial em 2004 e 2005.

Maira é bicampeã Latino – americana, campeã brasileira e melhor atleta do ano de 2017.
Decidiu escrever seu primeiro livro infantil: “Maira, a alegre campeã” pois acredita na leitura e no esporte como instrumentos de transformação social e inspiração para crianças de todas as idades.


Maitê Freitas

Leonina. Mãe da Ilundy Airá. Mestre em Estudos Culturais, doutoranda em Mudança Social e Participação Política. É ensaísta, jornalista e gestora cultural. Idealizadora da plataforma Samba Sampa e da Editora Oralituras. Participou da coletânea “Inovação Ancestral de Mulheres Negras: táticas e políticas do cotidiano” (Oralituras, 2019) organizada por Bianca Santana, organizou a antologia póstuma “Pilar Futuro Presente: uma antologia para Tula” (Oralituras, 2019), é organizadora e idealizadora da Coleção Sambas Escritos (Pólen, 2018). Recentemente editou o livro “Estado de Libido ou poesias de prazer e cura” de Carmen Faustino (Oralituras, 2020), “Poesias pós-parto” de Priscila Obaci (Oralituras, 2020), “Noite dos Tambores: do fazer ao sentir” (Oralituras, 2020).

 

 

 


Makota Valdina

Valdina de Oliveira Pinto, conhecida como Makota Valdina e viveu em Salvador entre 1943 e 2019, quando faleceu. Foi uma Anciã, educadora, líder comunitária e ativista brasileira. Valdina atuou boa parte da sua vida na luta pelo combate a Intolerância religiosa, como porta-voz das religiões de matriz africana, bem como dos direitos das mulheres, do meio ambiente e da população negra. Com a iniciação seu nome religioso passou a ser Makota Zimewaanga.

É autora do livro “Meu Caminho, Meu Viver” (2013).


Manoela Ramos

Manoela é natural de Cabo Frio/RJ, mas aos 18 anos se mudou para a cidade do Rio de Janeiro para cursar a faculdade de Publicidade. Por volta de três anos atrás a jovem decidiu viajar e desde então a sua casa é a estrada.
Suas obras são: “Confissões de Viajante (sem grana)” e “Em Busca do Norte”, o primeiro livro citado, já está em sua segunda edição. As duas produções são independentes.

 

 


Mari Vieira

Escritora, poeta, professora e realizadora de sonhos.
Nascida nos recônditos do Vale do Jequitinhonha, MG, Mari Vieira há mais de duas décadas fincou suas bases na Terra da Garoa.

Mestra em Literatura e Crítica Literária pela PUC – SP, ela publicou pela primeira vez, em 2017, na série “Cadernos Negros – volume 40 – contos afro-brasileiros” – Quilombhoje Literatura. Em 2019, a autora participou de antologias comemorativas do Dia Internacional da Mulher como “Nenhuma a Menos e Movimento Palavras Pretas”, ambas compilações editadas pela Editora & Livraria Versejar e Mulherio das Letras Portugal – Prosa e Conto da Editora Infinita. A co-fundadora do Coletivo de escritoras negras Flores de Baobá também marcou presença no Cadernos Negros V42 – Quilombhoje Literatura e no livro “Escritoras de Cadernos Negros”, coleção de mão em mão, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.


Maria dos Santos da Silva

Maria dos Santos da Silva é piracicabana e reside em Itanhaém/SP. Se define como “costureira, boleira, corretora de imóveis e chef de cozinha”, mas já trabalhou como cantora e bailarina num grupo de samba, com o qual percorreu a América do Sul durante quatro anos. Ela passou a vida escrevendo e guardando seus escritos, mas em 2019 lançou a obra “Da Bagadinha aos Mocorongos”, publicado pelo editorial Linha a Linha.


Maria Firmina dos Reis

Maria Firmina dos Reis é de São Luis, no Maranhão e viveu entre os anos de 1822 a 1917. Foi uma escritora da época, considerada a primeira romancista negra brasileira, autora de “Úrsula”, considerado o primeiro romance de uma autora do Brasil.

Além dele, Maria Firmina escreveu também os romances “Gupeva” e “1863”. Publicou também o conto “A Escrava” e os livros de poemas “Cantos à beira-mar”, “Hino da libertação dos escravos”, Ecos da Juventude”, entre outros.


Maria Gal

O nome completo de Maria Gal é Maria das Graças Quaresma dos Santos. Ela nasceu na cidade de Salvador. É escritora e atriz. Atua em cinema, teatro e televisão. É também produtora e apresentadora.
Lançou o livro infantil “A bailarina e a bolha de sabão” (2019).

Marilene Felinto

Nasceu em Recife, Pernambuco. Romancista e cronista. Seu primeiro livro, Mulheres de Tijucopapo, ganhou o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro em 1982. Formada em Letras, professora de inglês, tradutora e colunista. Alguns dos seus escritos: O lago encantado de Grongonzo, Postcard. Jornalisticamente incorreto (2001), seleção das crônicas publicadas na Folha de SP, e Obsceno abandono: amor e perda (2002), um texto visceral sobre a solidão feminina.


Marília Marz

É formada em Arquitetura e trabalha com expografia e design gráfico. É, também, ilustradora e quadrinista independente.

Possui algumas publicações lançadas, porém a mais conhecida é a HQ Indivisível, que discute a cultura negra e oriental, sobretudo japonesa, no bairro da Liberdade, em São Paulo.

 


Marli de Fátima Aguiar

Formada em Letras- Português/Espanhol. Escritora, poeta, educadora social, gestora ambiental e ativista. Realiza oficina de escrita destinada para mulheres negras. Marli possui publicado alguns livros, como: “Tecendo memórias e histórias”; Participou das Antologias “Inovação ancestral de mulheres negras: táticas e políticas do cotidiano”; “Cadernos Negros n. 42” e outras obras. Também faz parte do coletivo Flores de Baobá.


Maurinete Lima

Nascida no Recife, Maurinete construiu uma carreira como intelectual negra, formando-se socióloga e atuando como professora da UFRN. Em 2004, após o assassinato do dentista negro Flávio Ferreira Sant’Ana – executado em 03 de fevereiro daquele ano por policiais militares que, posteriormente, forjaram provas a fim de acusá-lo de resistência à prisão –, Maurinete fundou a Frente Três de Fevereiro, grupo de pesquisa e de ação direta comprometido com a luta antirracista no Brasil.

Em 2013, Maurinete começou a frequentar saraus literários, enveredando pelas sendas da poesia. potência poética de Maurinete não tardaria a ser reconhecida – quando, na FLUP2016, foi laureada com o terceiro lugar no campeonato nacional de poesia falada; na mesma edição do evento, recebeu o prêmio Carolina Maria de Jesus, oferecido a pessoas que tiveram sua vida transformada pela literatura. Um pouco antes do seu falecimento em 2017, aos 74 anos, a autora publicou sua obra chamada “Sinhá Rosa”com 73 poemas inéditos.


MC Dall Farra

Carol Dall Farra é uma multiartista (poeta, Mc, cantora e slammer),nascida em Duque de Caxias, cidade da Baixada Fluminense, região periférica do Estado do Rio de Janeiro. Integra o coletivo Poetas Favelados e o Slam das Minas, que organizam ações poéticas em espaços públicos.

Em suas músicas e poemas, aborda assuntos como o racismo, discriminação de gênero e classe.


Meimei Bastos

Meimei Camila Silveira Alves Bastos é uma poeta, atriz e arte-educadora brasileira.

Nascida em Ceilândia, Distrito Federal, estudou Artes Cênicas na Universidade de Brasília. Atuou nos movimentos sociais, promovendo saraus, cineclubes, oficinas de escrita e debates. Participou da antologia Mulher Quebrada, com outras autoras como Julia Nara e Larissa Verônica, integrantes do coletivo Frente Feminista, atualmente é conselheira cultural de Samambaia onde mora.

Venceu em 2015 a primeira edição do Slam das Minas do Distrito Federal. Participou da Festa Literária Internacional de Paraty em 2018. Recebeu da Secretaria de Estado e Cultura do Distrito Federal o prêmio Cultura e Cidadania, na categoria Equidade de Gênero.

Sua poesia é marcada pela experiências da violência de gênero, formadora de uma consciência feminista construída sem leituras teóricas.

É autora do livro “Um Verso e Mei”.


Mel Adún

Mel Adún nasceu em Washington D.C., em 26 de julho de 1978, quando sua família fugia da ditadura militar no Brasil. Desde a infância esteve envolvida em articulações que tinham a arte e a cultura como meta e caminho. Sempre habitou espaços do sensível e do supostamente inatingível. Voltando ao Brasil em 1984, traz em sua bagagem de infância a atitude do Movimento Black Power. Regressa aos Estados Unidos em 1998 a fim de prosseguir nos estudos e retorna à sua Bahia em 2001.

Em 2010, dá à luz o que considera como sua obra prima, materializada em forma de menina, sua filha Ominirê, com o também poeta e escritor Guellwaar Adún, responsável pela Editora Ogum’s Toques, sediada na capital baiana.

Além de escritora, Mel Adún é jornalista, fotógrafa e especialista em roteiro para tevê e vídeo. É fundadora e idealizadora do primeiro programa a tratar da questão de raça e gênero, o webtv Tobossis Virando a Mesa – feito por e para mulheres negras. No campo das Letras e da crítica, cursou mestrado em Literatura na Universidade Federal da Bahia.

A autora vem publicando regularmente contos e poemas na série Cadernos Negros, tendo participado ainda de outras antologias e edições coletivas. Mais recentemente, tem incursionado pelo campo da narrativa infantil e infantojuvenil, com o propósito não só de levar ao jovem leitor diversão e entretenimento, mas igualmente de construir histórias em que o sujeito negro, em especial a criança, recebe tratamento digno e respeitoso.

Nessa linha, traz a público em 2015, o belo volume infantil A lua cheia de vento, ricamente ilustrado e repleto de apelos ao público iniciante nas letras e no vasto universo da cultura afro-brasileira.

No ano seguinte, é a vez de vir a público Adumbi, também voltado para o projeto de narrar à criança e ao estudante a beleza muitas vezes despercebida em função da hegemonia da televisão e demais meios de comunicação de massa responsáveis em grande medida pela ausência de hábito de leitura entre os mais jovens. Todo o esforço da autora busca intervir produtivamente nessa realidade para alterá-la com a produção de textos que encantam pela poesia e pelo diálogo da linguagem verbal com as ricas imagens que ilustram seus textos.

Em seus escritos, o multifacetado universo das formações culturais afro-brasileiras, inclusive religiosas, é representado a partir de um ponto de vista identificado explicitamente ao projeto de valorização da afrodescendência.

Publicou os livros infatis “A lua cheia de vento. Salvador: Ogum’s Toques Negros, 2015” e “Adumbi. Salvador: Ogum’s Toques Negros, 2016”.

Além disso, integra 7 edições dos Cadernos Negros.


Mel Duarte

Mel Duarte nasceu na primavera de 1988 em São Paulo (SP). É escritora, poeta, slammer, produtora cultural e atua com literatura desde 2006. Também integra a coletiva Slam das Minas SP, batalha de poesias autorais voltada ao gênero feminino.

Publicou os livros “Fragmentos Dispersos” (2013), “Negra Nua Crua” (2016, editora Ijumaa) traduzido para o espanhol “Negra Desnuda Cruda” (2018, ediciones ambulantes, Madrid, ES) e “Querem nos calar: Poemas para serem lidos em voz alta” (2019, Editora Planeta)

​Em 2016 Mel foi destaque no sarau de abertura da FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) e foi a primeira mulher a vencer o Rio Poetry Slam (campeonato internacional de poesia) em 2017 foi convidada a representar a literatura brasileira no Festilab Taag, em Luanda, Angola e em 2019 foi a primeira poeta negra brasileira a lançar um disco de poesia falada “Mormaço- Entre outras formas de calor”.


Midria

Midria da Silva Pereira nasceu no extremo leste de São Paulo, no bairro Recanto Verde do Sol, próximo à Cidade Tiradentes. É estudante de Ciências Sociais, poeta, slammer, slammaster do Slam USPerifa e membra do Coletivo Sarau do Vale. É da zona leste de um São Paulo, do bairro Recanto Verde Sol, mas atualmente reside no Butantã. É atuante na cena de slams de São Paulo desde 2018, tendo participado do Slam SP (Campeonato Estadual de Poesia Falada) no mesmo ano como representante do ZAP! Slam (primeiro slam do Brasil). Participou do programa “Manos & Minas” e com sua poesia “A menina que nasceu sem cor” alcançou mais de 7 milhões de pessoas, entre vídeos publicados no Facebook, YouTube e Instagram. Já se apresentou no Pinacoteca, na Bienal do Livro de São Paulo e em SESCS (Pompéia e Ipiranga). Se reconhece enquanto mulher negra, periférica, LGBTQ, que além de atuar com cultura, se envolve em projetos variados na educação.


Miriam Alves

Miriam Aparecida Alves nasceu em São Paulo em 1952. É assistente social e professora. Começou a escrever aos onze anos, conforme relatou para a revista estadunidense Callaloo (1995, p. 970-2). Na década de 1980, passou a integrar o coletivo Quilombhoje Literatura, responsável pela produção dos Cadernos Negros, publicação na qual estreia no número 5, de 1982. Seu primeiro livro, Momentos de busca (1983) é resultado de exercícios e experimentos praticados e reelaborados desde a adolescência e o convívio com o projeto coletivo das duas últimas décadas do século, empenhado em dialogar com a tradição da literatura negra ocidental. Em 1985, lança seu segundo livro de poemas, Estrelas no dedo, no qual o lirismo se mescla à contundência do embate com uma sociedade que ainda veta ao negro o acesso à plena cidadania.

Em 1988, elabora, ao lado de Arnaldo Xavier e Cuti, o texto teatral Terramara, também publicado em forma de autoedição. No ano seguinte, a autora se desliga formalmente do grupo gestor do Quilombhoje Literatura, mas desde então continua contribuindo para a série com seus contos e poemas.

Como intelectual moderna e atenta às relações entre poesia, ficção e metalinguagem, Miriam Alves desde o começo da carreira exercita também a crítica, tendo participado dos volumes Reflexões sobre a literatura afro-brasileira (1985) e Criação crioula, nu elefante branco (1987), além de artigos publicados no Brasil e no exterior. Nessa linha, participou da organização de duas antologias bilíngues reunindo escritos de autoras negras brasileiras, a saber: Enfim nós/Finally us: contemporary black brazilian women writers (EUA, 1995), em parceria com Carolyn R. Durham; e Women righting/Mulheres escre-vendo: afro-brazilian women’s short fiction. (Inglaterra, 2005), com Maria Helena Lima. Esse pendor analítico e reflexivo mantem-se vivo ao longo do tempo e leva à escrita de BrasilAfro autorrevelado (2010), volume crítico e historiográfico, em que trata da literatura afro-brasileira e de seus contextos de produção e recepção.

Nessa linha, a autora, além de ter seus escritos presentes em diversas antologias brasileiras e estrangeiras, vem participando de inúmeros debates, palestras e eventos acadêmicos, sempre tendo como foco de interesse a produção feminina e negra. Dentre eles, pode-se destacar o “1996 International Conference of Caribbean Women Writers and Scholars” e o “Latin American Speaker Simposium”, este último realizado em 1997 em Nova York. Em 1995, ministrou palestras na Áustria e na Alemanha. E, em 2007, cursos sobre literatura e cultura afro-brasileira nas universidades do Texas e do Novo México, nos Estados Unidos, além de outros cursos e oficinas posteriores.
Seu volume de contos Mulher mat(r)iz foi lançado em 2011, por ocasião do XIV Seminário Nacional Mulher & Literatura / VI Seminário Internacional Mulher & Literatura, realizado na UnB, em que foi uma das homenageadas. Em 2015 publica seu romance Bará na trilha do vento e em 2019 é lançado a obra Maréia.


Mirian Cristina dos Santos

Autora do livro “Intelectuais Negras: prosa negro-brasileira contemporânea”, publicado pela editora Malê (2018); Doutora em Letras, Estudos Literários, pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF); Especialista em Políticas de Promoção da Igualdade Racial (2016), pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP); Mestra (2010) em Letras, Teoria Literária e Crítica da Cultura, pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ); Bacharela (2008) e graduada (2007) em Letras (Língua Portuguesa e suas Literaturas) pela mesma instituição. Atualmente trabalha com a escrita de mulheres negras na contemporaneidade, tendo interesse nos seguintes temas: Literatura negro-brasileira; Produções literárias escritas por mulheres; Estudos de gênero; Feminismos; Relações


Monique Evelle

Cresceu no bairro de Amaralina, na periferia de Salvador. Foi repórter da Globo no programa Profissão Repórter, é bacharel em Política e Gestão da Cultura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), jornalista e criadora de conteúdo, já participou de três TEDx. Monique empreende desde os 16 anos quando criou o Desabafo Social, projeto que começou em 2011 como grêmio estudantil e hoje é uma organização com atuação nacional, promovendo a educação em direitos humanos e inovação política por meio de formações e curadoria, fomentando, dentre outras coisas, o empreendedorismo social.

Também está à frente de grandes empresas como a Evelle Consultoria, a Sharp, uma empresa de inteligência cultural, e Agência Responsa. Em 2017, a empresária foi reconhecida pela revista Forbes no ranking “30 under 30”, de jovens empreendedores e criadores abaixo dos 30 anos, que estão transformando o mundo. Em 2019 lançou o seu primeiro livro “Empreendedorismo Feminino – Olhar Estratégico sem Romantismo”, que é um ‘sincericídio’ sobre o mundo dos negócios, caminhos, dificuldades, frustrações e acertos.


Nanda Fer Pimenta

Nanda Fer Pimenta (1992) mora no Distrito Federal é poeta e atriz. Autora do livro “Sangue”.


Natasha Félix

Natasha Felix é poeta, escritora e educadora. Em 2018, ela lançou pela Edições Macondo seu primeiro livro “Use o Alicate Agora”. Dentre suas publicações, destaca-se o livro 9 poemas (Las Hortensias, Argentina) e a coletânea de poetas negras contemporâneas, Nossos Poemas Conjuram e Gritam (Ed. Quelônio). A artista desenvolve trabalhos de performance e já participou de projetos como o Instrumental Poesia (Sesc Paulista), Black Poetry (Sesc Ipiranga) e Trovadores do Miocárdio (Balsa). Pesquisa as relações entre a poesia falada e as experimentações corporais e sonoras.


Nati de Poesia

Natielly Castro, 19 anos, é leonina, palhaça, poeta, MC, cantora, atriz, escritora,neta de quilombola.
1° campeã de uma seletiva do Slam Acre, Acadêmica em filosofia na Universidade Federal do Estado do Acre – UFAC, preta, feminista preta, pesquisadora sobre a temática de “impacto da arte na periferia, justiça restaurativa, reafirmação dos corpos pretos como forma de combate ao racismo”, militante do movimento negro e literária negra.

No ano de 2018 no dia 20 de dezembro idealiza o Slam das Minas Acre (Campeonato de Poesia falada protagonizado por/para mulheres), onde a primeira edição ocorre dia 05 de janeiro). Também é integrante do coletivo “Poetas Vivos” e do “NEGA”.


Neide Almeida

Neide Almeida é escritora, pesquisadora e socióloga pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Concluiu o mestrado em Linguística Aplicada ao Ensino pela PUC-SP em 1995 e cursa atualmente a pós-graduação em Gestão Cultural Contemporânea. Filha de mãe e pai mineiros, cresceu na periferia da região leste de São Paulo, cidade onde sempre viveu. Há mais de 30 anos atua nas áreas de educação, cultura e direitos humanos.

Neide também integra a equipe de consultores na área de relações étnico-raciais do Programa de Direitos Humanos do IBEAC – Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário.

A autora se dedicou, ainda, à produção e avaliação de materiais didáticos. Hoje, além de escritora e pesquisadora, é docente e consultora na área de leitura, literatura e relações étnico-raciais.

Em 2018, publica seu primeiro livro de poemas, Nós – 20 poemas e uma oferenda, pela Ciclo Contínuo Editorial. No mesmo ano em que publica seu primeiro livro, participa da antologia Um girassol nos teus cabelos: poemas para Marielle Franco, organizada pelo coletivo Mulherio das Letras. Em 2017, estreia com sua primeira zine, Nambuê, pela Móri Zines.


Neusa Baptista Pinto

Mestre em Estudos de Cultura Contemporânea pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea/Faculdade de Comunicação e Artes/Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com a dissertação “Ativismo de mulheres negras em Cuiabá: práticas de comunicação e vinculação social”, indicada ao prêmio Capes e à publicação pela banca avaliadora.

Membro do Grupo de Pesquisa em Comunicação e Cidade: interfaces interdisciplinares (Citicom-UFMT/CNPq). Possui graduação em Comunicação Social – Jornalismo pela UFMT (2001), com experiência em Assessoria de Imprensa e Assessoria de Comunicação (comunicação organizacional). Idealizadora de ações educacionais com foco na diversidade racial, por meio do Projeto Pixaim, baseado em seus livros “Cabelo Ruim? A história de três meninas aprendendo a se aceitar” (TantaTinta, 2007) e Bia, Tatá e Ritinha em: Cabelo Ruim? Como assim?? (TantaTinta, 2014).


Nilma Lino Gomes

Nilma Lino Gomes é graduada em Pedagogia e mestra em Educação pela UFMG, além de doutora em Antropologia Social pela USP. Cumpriu estágio pós-doutoral na Universidade de Coimbra, supervisionado por Boaventura de Souza Santos. Professora da Faculdade de Educação da UFMG e integrante da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros – ABPN –, entre 2002 e 2013 coordenou o Programa de Ensino, Pesquisa e Extensão Ações Afirmativas na UFMG. Coordenou também o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Étnico-Raciais e Ações Afirmativas (NERA) e o GT 21 – Educação e Relações Étnico-Raciais – da ANPED, durante a Gestão 2012-2013. Foi também membro do Conselho Nacional de Educação no período 2010-2014, designada para a Câmara de Educação Básica. Em 2013 e 2014 foi reitora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira – UNILAB –, tornando-se a primeira mulher negra a ocupar o cargo mais importante de uma universidade federal no Brasil.

Em janeiro de 2015, deixou essa função para ser Ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República – SEPPIR/PR – que, em decorrência da reforma administrativa de setembro daquele ano, foi incorporada ao recém-criado Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, do qual a autora esteve à frente até 2016.

Suas publicações incluem desde livros e artigos derivados de pesquisas de campo e destinados ao público universitário até narrativas de ficção voltadas para crianças e jovens.
Sem perder a raiz: corpo e cabelo como símbolos da identidade negra, de 2006, é fruto de sua tese de doutorado. No livro, a autora discorre sobre o cabelo não apenas como parte do corpo individual e biológico, mas ainda como corpo social e linguagem, como veículo de expressão e símbolo de resistência da cultura afro-brasileira.
Em 2009, Nilma Lino Gomes estreia na ficção infantojuvenil com Betina, em que novamente o cabelo ressurge como símbolo identitário, agora pelas mãos de quem se dedica com esmero aos penteados afros.

Já O menino coração de tambor, de 2013, demonstra a habilidade da ficcionista ao entrecruzar presente e passado e mesclar os signos da realidade com os da memória e da fantasia. Entre as honrarias que lhe foram concedidas, destacam-se o Troféu Yalodê, do Projeto Raízes de Áfricas – III Festival das Palavras Pretas (2011); o Prêmio Zumbi de Cultura, da Fundação Clóvis Salgado/Companhia Baobá de Dança (2010); e o Projeto Memórias da Infância no Aglomerado Santa Lúcia-BH/MG, da PROEX-UFMG (2006).


Nina Rizzi

Nina Rizzi nasceu em Campinas/SP, é historiadora, poeta, tradutora, pesquisadora e editora; promove Laboratórios de Escrita Criativa para Mulheres. Autora de tambores pra n’zinga (poesia, Orpheu/ Ed. Multifoco, 2012), A Duração do Deserto (poesia, Ed. Patuá, 2014), geografia dos ossos (poesia, Douda Correria, Portugal), quando vieres ver um banzo cor de fogo (poesia, Ed. Patuá, 2017), e sereia no copo d’água (poesia, no prelo). Coedita a Revista escamandro – poesia tradução crítica; rmações no quandos.

Tem poemas traduzidos para o espanhol, esloveno, inglês e participou de diversas antologias no Brasil, Moçambique, Angola, EUA, Suécia, Portugal e Espanha.


Nívea Sabino

Nívea Sabino, poeta-slammer, ativista e educadora social, nasceu em 1980 no município que, por anos, carregou o nome do poeta Antônio Augusto de Lima, Nova Lima, onde reside até atualmente. Em 2002, graduou-se em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e, hoje, atua na coordenação política do Fórum das Juventudes, da Grande BH. É co realizadora do movimento cultural “Sarau dos Vagal” na RMBH e realiza, em parceria com o poeta Pedro Bomba, a “Roda BH de Poesia” – movimento itinerante que reúne escritores para vivenciar e recriar na capital as rodas de poesia tão tradicionais no nordeste do país.Autora de Interiorana, tendo sua primeira edição publicada pela editora Padê, em 2016, e a segunda, em 2018, através de edição independente, Nívea tem uma importante trajetória de ativismo poético no que tange o enfrentamento ao racismo, à lesbofobia, ao sexismo e outras formas de opressão, através da palavra, pelos saraus de periferias de Belo Horizonte e Região Metropolitana.

Em 2010, iniciou sua trajetória nas intervenções poéticas, frequentando assiduamente o Coletivo Sarau de Periferia, em BH.

Quanto ao seu processo no SLAM, batalhas de versos que se firmam como espaço de literatura, Nívea participa desde 2014. Em 2016, a poeta foi vencedora do Campeonato Brasileiro de Poesia Falada, mesmo ano em que recebeu o Prêmio Zumbi de Cultura. Em 2012, obtém o 1º lugar no Concurso Municipal de Poesias Izaltina Tomásio Cruz. Carregando no subjetivismo poético a multiplicidade de faces da mulher negra, Nívea vai se firmando como uma das grandes produtoras da Poesia Marginal brasileira. O seu trabalho mais recente é a publicação na Antologia Gay Brasileira, que reúne poetas como Carlos Drummond Andrade, Caio Fernando Abreu e diversos outros autores que ousaram escrever sobre a temática nos séculos XIX, XX e XXI.


Odara Dèlé

Odara Dèlé é educadora, desenvolve trabalhos voltados para a infância e suas especificações. É idealizadora da Alfabantu uma rede de plataformas infantis que tem como produto o aplicativo de alfabetização de português para kimbundu com ênfase nas contribuições africanas na fala dos brasileiros, especialista de educação, cultura e relações étnico-raciais no CELACC/ USP. Em 2019 lançou o livro infantil “Lukenya e seu poder poderoso”.

 

 

 


Paloma Franca Amorim

Paloma Franca Amorim é escritora e sambista. Nasceu em 1987 na cidade de Belém do Pará, na região amazônica. Autora do livro de contos e crônicas; Eu Preferia Ter Perdido um Olho, publicado pela editora Alameda no ano de 2017, foi cronista ao longo de dez anos do jornal paraense O Liberal. Atualmente é colaboradora do caderno de cultura Ilustrada do jornal Folha de S. Paulo e do site Opera Mundi.

 

 


Patrícia Meira

Patrícia Meira é poeta, escritora, romancista, compositora e oficineira, nascida e criada em Itajuípe uma pequena cidade no interior da Bahia. Sempre pesquisando novos slams, o Slam da Guilhermina foi o primeiro que a convidou e o primeiro do qual foi vencedora. Patrícia tem 4 livros publicados: “Por amar outra mulher Resisto”, “É amor que você quer? Então toma!”, “Manual da imoralidade” e “Emaranhado”, todos de forma independente.


Patricia Naia

Patricia Naia nasceu em São Paulo e atualmente mora em Pernambuco. Preta, feminista, autora do livro “O punho fechado no fio da navalha”. Estudante de letras, pesquisadora na área de gênero e literatura. Autora do “Zine Poemargem” e do blog “Legítima defesa”.


Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva 

Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva nasceu em Porto Alegre, no bairro Colônia Africana, em 1942. É licenciada em Letras e Francês (1964), possui mestrado em Educação (1979) e é doutora em Ciências Humanas – Educação (1987) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Atuou na docência e na coordenação pedagógica na Educação Básica nas redes pública e particular de ensino. Cursou especialização em Planejamento e Administração da Educação no Instituto Internacional de Planejamento da UNESCO, em Paris (1977). Realizou estágio de Pós-Doutorado em Teoria da Educação, na University of South Africa, em Pretoria, África do Sul (1996), foi professora visitante nesta universidade, assim como na Universidad Autonoma del Estado de Morelo, in Cuernavaca, México (2003).

Por indicação do Movimento Negro, foi conselheira da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, mandato 2002-2006. Nesta condição foi relatora do Parecer CNE/CP 3/2004 que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e participou da relatoria do Parecer CNE/CP 3/2005 relativo às diretrizes curriculares Nacionais para o curso de Pedagogia.

É docente no Departamento de Metodologia do Ensino e no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de São Carlos. É pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros NEAB/UFSCar e milita em grupos do Movimento Negro. Petronilha é coordenadora do Grupo Gestor do Programa de Ações Afirmativas da UFSCar e também coordena juntamente com a professora Maria Waldenez de Oliveira o Grupo de Pesquisa Práticas Sociais e Processos Educativos (UFSCar). Participa do International Research Group on Epystemology of African Roots and Education, coordenado pela Profª Drª Joyce Elaine King da Georgia State University/USA.

É conselheira do World Education Research Association (WERA) representando a Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) (ABPN) e Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd).

Petronilha participa ativamente da produção de conhecimentos e da construção de políticas públicas, com vasta participação em eventos científicos em todo o Brasil, na América Latina, África e Europa.

É autora da tese “Educação e identidade dos negros trabalhadores rurais do Limoeiro” defendida em 1987 e digitalizada em abril de 2010. Lançando mão de uma metodologia de pesquisa com base na fenomenologia de Merleau-Ponty, Petronilha buscou, nessa obra, captar a maneira de vivenciar o mundo, isto é de se educar, própria de uma comunidade de negros trabalhadores rurais do Limoeiro/RS. Após dezoito anos de seu doutoramento, sua tese serviu como documento para o reconhecimento da comunidade do Limoeiro como quilombo.

Publicou, em 1987, o livro Histórias de Operários Negros. Dentre suas publicações destacam-se: “O jogo das diferenças: o multiculturalismo e seus contextos” (1998), livro redigido em co-autoria com Luiz Alberto Oliveira Gonçalves; “Educação e Ações Afirmativas: entre a justiça simbólica e a injustiça econômica” (2003), livro redigido em co-autoria com Valter Roberto Silvério; “De Preto a Afro-Descendente – Trajetos de Pesquisa sobre Negro, Cultura Negra e Relações Étnicos Raciais no Brasil”, livro elaborado com Valter Roberto Silvério e Lúcia Maria de Assunção Barbosa; o artigo “Movimento negro e educação” (2000), em co-autoria com Luiz Alberto Oliveira Gonçalves publicado na Revista Brasileira de Educação; “Pesquisa e luta por reconhecimento e cidadania” (2005), capítulo publicado no livro “Afirmando diferenças: montando o quebra-cabeça da diversidade na escola”, organizado por Anete Abramowicz e Valter Roberto Silvério, dentre outras.

Em 2010 foi indicada wanadoo wayoou, isto é, integrante do Conselho do Chefe do povo Ioughoy de Gao, no Mali, Hassimi Maiga.


Preta Rara

Joyce Fernandes é conhecida como Preta-Rara, é rapper, turbanista, professora de história, modelo Plus Size, escritora e proprietária da marca “Audácia Afro Moda”.

Sua trajetória é marcada pela atuação e militância em movimentos negros e feministas. Nascida em Santos, no litoral de São Paulo, Preta começou a fazer rima aos 12 anos de idade.

Nas músicas, fala sobre empoderamento feminino, racismo e ainda sobre temas do dia-a- dia, como os relacionamentos amorosos que já viveu. Militante, a cantora começou a participar de grupos de discussão quando estudava no cursinho pré-vestibular Educafro. Já como turbanista, ela ensina como fazer as amarrações e, o mais importante: exaltando a beleza da mulher negra.

A #EuEmpregadaDoméstica, lançada no dia 20 de julho, abriu um novo espaço para o diálogo sobre as condições das empregadas domésticas no país. Depois de escrever, em sua página pessoal, um depoimento contando sobre um abuso de poder sofrido na época em era doméstica, Joyce começou a receber uma enxurrada de mensagens e se viu obrigada a criar um espaço só para divulgar os novos relatos. Gravou a websérie, Nossa Voz Ecoa, que foi contemplada no Proac Cultura Negra/2016.

É autora do livro “Eu, empregada doméstica”.


Raquel Almeida

Raquel Almeida é poeta, escritora, arte – educadora e produtora cultural, estudante de música na Faculdade Carlos Gomes(Grupo Educacional UNIESP). Co-fundadora do Coletivo literário Elo da Corrente. Grupo que atua no bairro de Pirituba, desde 2007, no movimento de literatura periférica, realizando um sarau semanal e mantendo uma biblioteca
comunitária nessa comunidade. Além disso, o coletivo realiza oficinas e recitais em escolas, centros culturais, universidades e espaços públicos de diversas regiões. Co-fundadora do

Coletivo Cultural “Esperança Garcia”, o grupo promove discussões de gênero e raça e a respeito da condição da mulher negra e periférica na literatura e outras vertentes artísticas.

Iniciou seu trabalho artístico em 2005 cantando no grupo de rap alerta ao Sistema.

Atuou na rádio comunitária urbanos FM 2006/2007. É co-orgnizadora do Sarau Elo da Corrente desde 2007. Ministra oficinas de literatura em escolas, fundação casa, centros culturais entre outros espaços.

É autora dos livros “Contos de Yoñu” “Sagrado Sopro -Do Solo que Renasço” (Poesias) 2014 e “Duas Gerações Sobrevivendo no Gueto” (contos, poesias e crônicas), 2008, co-autora Soninha MAZO – Elo da Corrente Edições. Co-organizadora (com Michel da Yakini) da Antologia Sarau Elo da Corrente –Prosa e Poesia Periférica, 2008 Elo da Corrente Edições.

Participou de diversas antologias como: Cadernos Negros 30, Negrafias I e II, Pelas Periferias do Brasil II e Antologia Sarau Poesia na Brasa I, II, III e IV, Antologia Sarau dos Mesquiteiros – Pode Pá que é Nóis que Ta 2012 – Org. Rodrigo Ciriaco, Prosa e Poesia (vários autores), Antologia Sarau Perifatividade II 2012 – Org. Coletivo Perifatividade, prosa e poesia(vários autores), Perifeminas mulheres no hip hop nossa história I 2013 – Org. Lunna Rabetti, prosa, poesia e relatos (varias autoras) ; Pretextos de Mulheres Negra – Outubro 2014- Org. Elizandra Souza e Carmem Faustino (várias autoras).


Raquel de Oliveira

Raquel De Oliveira é escritora, pedagoga e vive no Rio de Janeiro. Na própria história de vida, foi vendida para o jogo do bicho aos 9 anos, teve de assumir o comando do tráfico na maior favela do país após a morte do namorado Naldo, o traficante Ednaldo de Sousa. Suas memórias estão no livro “A Número Um”, baseado no que viu e viveu.

Atualmente, prepara o segundo livro e pretende relançar um de poesias que escreveu quando se libertava do vício em drogas.


Reimy Solange Chagas

Psicóloga clínica e social. Mestre e doutoranda nestas áreas pela PUC SP e Université Sorbonne Paris Cité – Paris V, René Descartes. Psiquiatra.

Autora do livro “ A união faz a força: expressões do mito familiar em famílias negras”.

 

 


Roberta Ecleide 

Roberta é psicóloga, psicanalista, mestre em Psicologia, doutora em Psicologia Clínica e pós-doutora em Filosofia da Educação. Docente universitária. Coordenadora do Nepe – núcleo de estudos em psicanálise e educação e vive em Poços de Caldas, MG.

Possui publicado o livro “Tempo e Presença em Educação: ensaios e reflexões” (Ed. Appris, 2019)

 

 

 


Roberta Estela D´Alva

Roberta Marques do Nascimento, conhecida como Roberta Estrela D’Alva é atriz, pesquisadora, produtora cultural e poeta brasileira.

Formou-se em Artes Cênicas pela USP e fez mestrado e doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Fundou a primeira companhia de teatro hip-hop do Brasil, o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos. Publicou em 2014 o livro Teatro Hip-Hop, a Performance Poética do Ator-MC (Editora Perspectiva).

Foi uma das pioneiras no Brasil do poetry slam, uma competição de poesia falada entre rappers, ao fundar a Zona Autônoma da Palavra (ZAP!), depois de ter conquistado o terceiro lugar na 8.ª Copa do Mundo de Slam, em Paris, em 2011. Em 2012, venceu uma competição disputada no Green Mill Jazz Club de Chicago, berço do slam. É curadora do Rio Poetry Slam, que acontece anualmente na Festa Literária das Periferias, no Rio de Janeiro.

Ganhou o Prêmio Shell de melhor atriz em 2012 pela sua atuação no espetáculo Orfeu Mestiço, Uma Hip–Hópera Brasileira.

Roberta Estrela D’Alva codirigiu, com Tatiana Lohmann, o documentário Slam: Voz de Levante (2018) que mostra “a retomada do espaço público” pelo slam no Brasil.


Rool Cerqueira

Rool Cerqueira é poeta, escritora, compositora, atriz, gerente de mídia e acima de tudo arteira, é cria de Cajazeiras, estudante de Artes da UFBA e integra os Coletivo ZeferinaS e Poetas Vivos.

Entre seus trabalhos recentes estão a co-autoria do livro “Literatura e Periferias” lançado pela editora Zouk, a oficina CorpoAdentro, executada no Children’s Museum of Oaxaca no México, o título de 3° campeã brasileira na FLUP Slam 2019 e o espetáculo Estilhaços com a cena Leoa na Baia, uma reprodução do texto de Maria Shu dirigido por Talisson Vinicius.



Rosa Maria Egipcíaca da Vera Cruz

Rosa Egipcíaca ou Rosa Maria Egipcíaca da Vera Cruz, foi autora de “Sagrada Teologia do Amor Divino das Almas Peregrinas”, o mais antigo livro escrito por uma mulher negra na história do Brasil.

Os dons espirituais levaram Rosa Egipcíaca a ter devotos, inclusive do clero católico, motivo que a levou aos “olhos” da Inquisição.

A vida dela inspirou a produção dos livros Rosa Egipcíaca: uma santa africana no Brasil, uma biografia de 750 páginas escrita por Luiz Mott, e Rosa Maria Egipcíaca da Vera Cruz: a incrível trajetória de uma princesa negra entre a prostituição e a santidade, um romance ficcional escrito por Heloisa Maranhão. A biografia também foi citada e inspirou a produção de vários trabalhos acadêmicos.


Ruth Guimarães

Ruth Guimarães Botelho foi poeta, cronista, romancista, contista e tradutora.

Foi a primeira escritora brasileira negra que conseguiu projetar-se nacionalmente desde o lançamento do seu primeiro livro, o romance “Água Funda”, em 1946.

Com dez anos de idade, publicou os seus primeiros poemas em jornais da terra natal. Com 18 anos mudou-se para a cidade de São Paulo, onde se formou em Filosofia pela USP.

Profissionalizou-se como jornalista e colaborou assiduamente na imprensa paulista e carioca, além da seção permanente que manteve durante vários anos na Revista do Globo, de Porto Alegre.

Escreveu crônicas para grandes jornais como Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Tinha uma coluna semanal de crônicas no jornal Valeparaibano, de São José dos Campos.

Ruth Guimarães foi eleita no dia 5 de junho de 2008 para ocupar a cadeira número 22 da Academia Paulista de Letras. Em 1972 Ruth Guimarães fundou e presidiu em Cachoeira Paulista a Academia Cachoeirense de Letras (atual Academia Cachoeirense de Letras e Artes, ACLA), primeira academia de letras da região valeparaibana.

Publicou também os livros “Os Filhos do Medo”, “Mulheres Célebres”, “As Mães na Lenda e na História”, “Líderes Religiosos”, “Lendas e Fábulas do Brasil”, “Dicionário de Mitologia Grega”, “O Mundo Caboclo de Valdomiro Silveira”, “Grandes Enigmas da História”, “Medicina Mágica: as simpatias”, “Lendas e Fábulas do Brasil”, “Crônicas Valeparaibanas”, “Contos de Cidadezinha”, “Histórias de Onça” e “Histórias de Jabuti”.


Ryane Leão

Ryane Leão é poeta brasileira. Nasceu em Cuiabá (MT) em 1989 e atualmente vive em São Paulo (SP).

Radicada em São Paulo, estudou Letras na UNIFESP. Em 2008, começou a divulgar seus textos em “lambe-lambes” que espalhava pela cidade, e também no seu perfil no Instagram, além de participar de saraus e slams.

Em 2016 realizou uma campanha de financiamento coletivo para o lançamento de seu primeiro livro. No ano seguinte publicou “Tudo Nela Brilha e Queima” (Editora Planeta), marcado pelo ativismo em defesa dos direitos das mulheres negras e e que se tornou best-seller.

Em 2019 lançou o segundo livro “Jamais peço desculpas por me derramar”.


Selma Maria da Silva

Negra feminista, professora de Literatura, escritora, leitora e pesquisadora da Literatura Negra Brasileira. É filha de José Maria da Silva e Olga do Carmo Silva e mãe de Tainá da Silva Moura Carvalho.

Publicou os livros “Eu, mulher negra, escrevo”, “A escrita feminina negra: lugar de memórias na obra de Geni Mariano Guimarães”, “Africanidade à brasileira: considerações sobre o lugar de uma poética de ascendência africana na literatura brasileira”, “Irmandade de Nossa Senhora do Rosário de São Benedito dos Homens Pretos: práxis de africanidade”, “Práxis da “Africanidade”: a literatura brasileira com sabor e Axé”.


Simony dos Anjos
Simony dos Anjos é graduada em Ciências Sociais (Unifesp), mestranda em Educação (USP) e tem estudado a relação entre antropologia, educação e a diversidade.

Autora da Coluna Féministas do portal de notícias Justificando.


Sinária Rúbia

Contadora de Histórias, Educadora, Escritora,Mestranda em Relações Étnico Raciais do CEFET/Rio

É autora do livro “Alafiá, a Princesa Guerreira”


Solaine Chioro

Solaine Chioro é da baixada santista, mora em São Paulo e se formou em Letras – Português/Latim pela Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara (UNESP). Além de escritora, trabalha como revisora, leitora crítica e leitora de sensibilidade.

Tem diversos textos espalhados pela internet e adora escrever e conversar sobre representatividade na cultura pop. Participa de dois podcasts sobre entretenimento, o Pode Entrar e o Duas Limonadas.

Seu primeiro trabalho, a novela “A rosa de Isabela”, foi publicado na Amazon de forma independente, assim como sua coletânea de contos de Natal, “Sonhos que ganhei”, e a novela “Reticências”.

Também tem contos publicados nas coletâneas “Formas reais de amar”, “Cantigas no escuro” e “Confetes e serpentinas”.


Sônia Fátima Conceição

Sônia Fátima nasceu em Araraquara-SP em 1951. É formada em Ciências Sociais pela Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara. Na década de 1970, militou no Movimento Negro, com atuação no Grupo de Teatro do REBU, em São Carlos-SP e na Organização “Participação Universalista pelo Renascimento Humano”. Em 1979, passou a integrar a Fundação Estadual do Menor, onde desenvolve atividades que objetivam recuperar a auto-estima da criança e do adolescente negros.

Na década seguinte, atuou também no Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, no Comitê da Criança e do Adolescente Contra a Discriminação, e no Instituto O Negro.

Iniciou sua carreira literária em 1979, no número 2 dos Cadernos Negros. E em 1983, passou a integrar coletivo Quilombhoje literatura. No ano seguinte, o grupo inicia o projeto “Livro do Autor”, fruto do consenso em torno da necessidade de publicações individuais por parte de seus membros. A participação de Sônia Fátima nos Cadernos se estende por vários anos, tanto publicando contos e poemas, quanto atuando na organização e edição de livros e promoção de eventos.

Em 1991, Sônia Fátima da Conceição publica a novela Marcas sonhos e raízes abordando o clima das organizações negras e reconstruindo pela ficção problemas e dificuldades vividas em busca da unidade na resistência à discriminação.

A escritora tem seus contos incluídos na antologia Women Righting: afro-brazilian women’s, livro organizado por Míriam Alves e Maria Helena Lima para a editora Mango Publishing, de Londres, Inglaterra, em 1995. Integra também a antologia Finally us: contemporary black brazilian women writers, editada nos Estados Unidos no mesmo ano.


Sônia Rosa

Sonia Rosa, nasceu e mora na cidade do Rio de Janeiro. Escritora, contadora de histórias, professora e pedagoga. Trabalhou durante 30 anos na rede pública municipal de ensino no Rio de Janeiro. A autora hoje possui mais de 20 livros publicados, todos voltados para o público infanto-juvenil. No ano de 1995, publicou o seu primeiro livro, O Menino Nito, que foi relançado em 2002 pela Editora Pallas.

 


Stela do Patrocínio

Stela do Patrocínio foi uma poeta brasileira que viveu entre 1941 e 1997 no Rio de Janeiro.

Viveu por quase 30 anos internada na Colônia Juliano Moreira (a mesma em que foi internado Arthur Bispo do Rosário), onde faleceu. Stela usava uma forma de poesia oral para se comunicar, o que a diferenciava das outras pessoas internas e chamou a atenção da artista plástica Nelly Gutmacher que, na década de 80, convidou a poeta a montar um ateliê na Colônia.

As falas poéticas de Stela do Patrocínio foram gravadas em fita cassete e, anos depois, transcritas, organizadas e publicadas em 2001 pela escritora Viviane Mosé no livro Reino dos bichos e dos animais é o meu nome” (Azougue Editorial), finalista do Prêmio Jabuti. Em 2005, a fala poética de Stela foi transformada em ópera pelo compositor Lincoln Antonio.

O documentário “Stela do Patrocínio – A mulher que falava coisas”, dirigido por Marcio de Andrade, traz a voz de Stela do Patrocínio e imagens inéditas. O filme recebeu prêmio de melhor documentário no festival de cinema de Recife, sendo premiado nos festivais de Santos e Maranhão.


Stephanie Borges

Nasceu no Rio de Janeiro, jornalista, tradutora e poeta. Publicou poemas nas revistas Garupa, Pessoa, Escamandro e A bacana. Traduziu Olhares Negros: raça e representação, de bell hooks, Irmã Outsider, de Audre Lorde (Autêntica, no prelo).

Seu livro de estreia “Talvez precisemos de um nome pra isso” venceu o IV Prêmio Cepe Nacional de Literatura e será publicado em 2019.


Sueli Carneiro

Sueli Carneiro é filósofa, escritora, Doutora em Educação e ativista. Nasceu em São Paulo em 1950, Ingressa no curso de filosofia da Universidade de São Paulo (USP) no ano de 1971, e é no ambiente universitário durante a ditadura militar, entre 1971 e 1980, que se aproxima dos movimentos negro e feminista. Em 1988, fundou o Geledés — Instituto da Mulher Negra, primeira organização negra e feminista independente de São Paulo. A criação do Instituto ocorreu em um momento em que as pautas feministas eram vistas majoritariamente pela ótica das mulheres brancas, sem espaço para o contexto negro.

São mais de 150 artigos publicados em jornais e revistas, assim como 17 em livros, que buscam fazer convergir ativismo e reflexão teórica, por exemplo Mulher negra (1995), Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil (2011) e Escritos de uma vida (2018).

Em 2003, recebeu o Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, instituído pela Mesa do Senado Federal em 2001, como homenagem às mulheres brasileiras que tenham se destacado na defesa dos direitos femininos e em questões de gênero e em 2017 foi ganhadora do Prêmio Itaú Cultural.


Taiasmin Ohnmacht

Psicóloga clínica, psicanalista e escritora. Pós-graduada em assessoria linguística e revisão textual (FAPA) e mestre em psicanálise: clínica e cultura (UFRGS). É autora do livro Ela Conta Ele Canta (Cidadela, 2016), em parceria com o poeta Carlos Alberto Soares, e da novela Visite o Decorado (Figura de Linguagem, 2019). Participou da organização do E-BOOK Da Vida Que Resiste – Vivências de Psicólogas(os) Entre a Ditadura e a Democracia (CRP/RS, 2014).

Foi relacionada no catálogo Intelectuais Negras Visíveis (Malê, 2017), lançado na FLIP. Publica textos no blog Tintura de Toth.


Tatiana Nascimento

Brasiliense, é palavreira: cantora, compositora, poeta, tradutora, zineira, blogueira, editora, pesquisadora em literaturas da diáspora negra sexual-dissidente. É doutora em Estudos da Tradução pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); licenciada em Letras – Português pela Universidade de Brasília (UnB); professora voluntária na UnB; editora-co-fundadora da padê editorial, que publicou desde sua fundação, em 2016, mais de 50 títulos de autoras negras e/ou lésbicas em livros artesanais; é idealizadora e realizadora da Semilla – Feyra de Publicadoras; co-fundadora e realizadora da Palavra Preta – Mostra Nacional de Negras Autoras; idealizadora da Quanta! Mostra de Artistas LBTs do DF; integrante do Coletivo de Escritorxs da Literatura LGBT do DF; idealizadora, co-fundadora, realizadora do primeiro Slam das Minas nacional (o de brasília/DF!); criadora do portal www.literatura.lgbt
publicou “lundu,“, seu quase primeiro livro, de poemas, pela padê em 2016. “mil994” em 2018 (poesia, padê). em 2019, mesmo com a tentativa de apocalipse político, lançou “07 notas sobre o apocalipse, ou poemas para o fim do mundo” (garupa/kza1, poesia, 2019), o ensaio “cuírlombismo literário: poesia negra LGBTQI desorbitando o paradigma da dor” (n-1, 2019) e também “leve sua culpa branca pra terapia” (ensaio, padê).


Tawane Theodoro

Tawane Theodoro é poeta, campeã do Slam SP 2018 e 3º lugar em 2019. Atua na organização do Slam do Capão e Slam do Bronx. Estudante de nutrição. Autora do livro “Afrofênix: a fúria negra ressurge”


Thata Alves

Thayaneddy Alves mais conhecida como Thata Alves é uma artista multimídia, transitando entre vídeo, performance e poesia. Sempre foi autodidata. Essa escolha lhe permitiu ousadias, como a de ser a precursora do Sarau da Ponte pra Cá, articulando, produzindo e organizando a realização desse evento, bem como sua divulgação. Posteriormente, Thata Alves juntou seus versos e publicou de maneira independente seu primeiro livro de poesia chamado Em Reticências, 2016. Em 2017, lançou seu segundo material literário, Troca, e, em 2018, seu primeiro livro infantil, baseado nas vivências de seus filhos gêmeos, Bryan e Brenno, denominado Ibejis – Poesias do meu ventre. Toda essa trilogia é lançada pelo selo Academia Periférica de Letras. Participa, propõe espaços de discussão e realiza trabalhos em parceria com os coletivos Praçarau, Fala Guerreira, Sarau das Pretas, Slam das Minas, CITA (Cantinho de Integração de Todas as Artes) e Casa de Cultura Candearte.


Tayla Fernandes

Tayla Fernandes é atriz, poeta e mosaicista. Moradora do bairro de São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, uma das produtoras do Sarau Pretas Peri e integrante da dupla poética Ashanti, promove e participa de atividades culturais independentes e é empreendedora no projeto próprio Poesia Ateliê.

É uma das autoras do livro “Raízes – Resistência Histórica”.


Tula Pilar

Poeta, dançarina, atriz. Tula Pilar Ferreira nasceu em Leopoldina, Minas Gerais, em 1970. Aos 19 anos chega em São Paulo com sua família. Trabalhou como empregada doméstica, mas em um momento de dificuldade financeira acabou conhecendo o trabalho da Revista Ocas, produzindo poemas e vendendo a revista. Tula virou referência em todos os saraus da periferia da cidade. participou de festivais de literatura e publicou o livro “Palavras Inacadêmicas” de maneira independente em 2004 e “Sensualidade de fino trato”, publicado pelo selo do Sarau do Binho em 2017. Também teve participação em obras coletivas, como o “Negras de Lá, Negras Daqui”, lançado em fevereiro deste ano.
Foi coordenadora do coletivo de música, dança e poesia Raizarte. Em 2019 Tula faleceu, em decorrência de uma parada cardíaca e no mesmo ano são lançados duas obras póstumas “Inovação ancestral de mulheres negras – táticas e políticas do cotidiano” e “Pilar: futuro e presente. Uma antologia para Tula”.


Valentine

Valentine Pimenta, é mulher trans negra de Duque de Caxias, Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Poeta, slammer, cantora, atriz, escritora e compositora. Venceu 11 edições de slams no Rio de Janeiro em 2019, desse modo é considerada a slammer que mais venceu na cidade do Rio de Janeiro em 2019. Também é conhecida como a primeira mulher trans slammer no Rio de Janeiro. É uma das colunistas da Mídia Ninja.


Valeska Torres

Valeska Torres é poeta, escritora, performer e estudante de Biblioteconomia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Nasceu no subúrbio do Rio de Janeiro em 1996. É autora do livro O coice da égua (Editora 7Letras, 2019). É idealizadora e apresentadora do podcast Garganta! disponível nas plataformas de streaming. Seu conto Conceição foi narrado por Elisa Lucinda no podcast Águas de Kalunga realizado pelo Museu de Arte do Rio. Publicou nas coletâneas de poemas, contos e crônicas Do Rio ao mar (Turista Aprendiz, 2015), na antologia Seis temas à procura de um poema (Flup, 2017), na antologia Alma – Projeto Identidade (Editora Conexão 7, 2018). Tem poemas publicados em fanzines no Brasil, Argentina e Paraguai e em plataformas digitais, como: Mulheres Que Escrevem, Escamandro, Macabéa Edições, Acrobata, Ruído Manifesto, Periferias, Lavoura, Garupa, Gueto e Mallarmargens. Em 2020, seu poema Tempos Porosos foi um dos selecionados pelo edital do Itaú Arte como Respiro: Múltiplos Editais de Emergência. Em 2017, foi selecionada para a Residência no Festival Internacional de Poesia de Rosário na Argentina e no mesmo ano recebeu menção honrosa por sua participação no V Concurso Literário Professor Arnaldo Niskier com a crônica Marlene.


Veralinda Menezes

É formada pela PUC do Rio Grande do Sul em Ciências Contábeis. É escritora, auditora, roteirista, cantora, compositora e modelo. É autora do conto de fadas, Princesa Violeta que virou musical infantil e o livro: Lilindda, minha amiga Rosinha.


Victória Sales

Preta, lésbica e artista. Formada em biblioteconomia, encontrou na arte refúgio e arma para lutar. Poeta, fotógrafa e atriz, tem poemas publicados na III Antologia da Confraria dos Poetas, tem publicado um livreto chamado “um jazz pra duas” com 18 poemas de amor, pois acredita que amar é uma das maiores revoluções. Em 2019 lançou pela padê editorial o livro “Caos: recortes de um peito negro”.

Vilma Piedade

Pós-graduada em Ciência da Literatura pela UFRJ, integrante da organização feminista PartidA Rio e da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB). Ou, como ela mesma resume, “mulher preta, brasileira e feminista”. É uma intelectual brasileira e feminista e criadora do conceito de dororidade. Em 2017 publica um livro com mesmo nome “Dororidade”. Piedade questiona a ideia de sororidade enquanto exercício de irmandade entre todas as mulheres: “É um conceito muito antigo e importante para o feminismo, mas parece não dar conta da nossa pretitude”.



Viviane Nogueira

Viviane Nogueira é paulistana crescida no interior. É poeta e graduanda em Psicologia no Instituto de Psicologia da USP. É mediadora do clube de leitura Leia Mulheres Osasco. Em 2018, participou do Curso Livre de Preparação do Escritor (CLIPE), na Casa das Rosas. É autora da plaquete Onde estão os holofotes da tragédia (2018), ilustrações de Steffano Lucchini), fez parte da publicação independente Sutura #01 (2019) e do livro Uma casa se amarra pelo teto (Edições Macondo, 2019 [no prelo]).


Ynaê Lopes dos Santos

Ynaê Lopes dos Santos nasceu em São Paulo em 1982. É mestre e doutora em História Social na FFLCH-USP e especialista em História da escravidão nas Américas. Também trabalha com Ensino de História da África e das Relações Étnico-Raciais no Brasil, temas de outros livros seus. Já lecionou no ensino básico e atualmente é Professora Adjunta do CPDOC-FGV. Tem publicados os títulos “Além da Senzala: arranjos escravos de moradia no Rio de Janeiro” (1808-1850) e “Licenciatura em História da África” (em coautoria com Leonardo Pereira) e “História da África e do Brasil Afrodescendente”.


Zainne Lima da Silva

Filha de retirantes nordestinos, prosadora, poeta e bonequeira. Bacharela em letras pela FFLCH/USP. Autora do livro Pequenas ficções de memória, da Editora Patuá. Possui textos na Antologia Jovem Afro e no Cadernos Negros n. 41 e 42, da Quilombhoje; em Raízes: vinte escritoras negras, da Editora Venas Abiertas; em Coisas que as mulheres escrevem, da Editora Desdêmona; em revistas acadêmicas de Letras, revistas e sites de literatura. Foi poeta convidada da primeira edição do projeto Sutura #01.

 

Quer integrar a lista? se automapeie aqui 

7 Comentários


  1. Tenho interesse na leitura de autoras pretas, e parabenizo por essa iniciativa. Senti falta de duas expressões do Pará e Maranhão. As professoras autoras Zélia Amador de Deus/PA e Maria de Lourdes Siqueira/MA.
    Como é uma lista extensa pode ser que tenha me passado despercebido.

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    1. Há um link para que as autoras me automapeiem… Eu tb senti falta de várias escritoras baianas, fiz o comentário no blog, mas enviei o link da matéria para as autoras que citei e para outras que me lembrei depois.

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  2. Essa lista merece se duplicada: daqui de Pernambuco aparecem as maravilhosas: Bell Puã, Joy Thamires e Luna vitrolina. Mas só daqui temos tantas outras: Adelaide Santos, Bione, Inaldete Pinheiro (74 anos), Núbia, Odailta Alves, Patrícia Naia, entre tantas outras. Imagino nesse brasilzao.

    Responder

  3. Maravilhosa seleção de potências da arte das palavras. Parabéns ao site “Margens”, o Mel Duarte e Jéssica Balbino pelo trabalho excelente de visibilidade das produções de tantas mulheres da cena literária brasileira…

    Sugiro em edições futuras incluir os nomes das baianas Jovina Souza, Anajara Tavares, Ana Fátima dos Santos, Alessandra Sampaio, Rosane Jovelino, Aidil Araújo Lima, Ana Célia Silva, Lorena Ribeiro, Vânia Melo… Vou repassar para estas autoras, a fim de que elas se automapeiem.

    Mais uma vez, meus parabéns pela excelente iniciativa…

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  4. Parabéns a força dessas mulheres!❣️
    Um salve especial a Edenice Fraga.
    Senti falta da escritora Giselle Marques ✨

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