#CadêosEditaisdeCultura: artistas e empresários do setor questionam prefeito de Poços

#CadêosEditaisdeCultura: artistas e empresários do setor questionam prefeito de Poços

No início da noite desta quinta-feira (30), artistas e empresários da cultura de Poços de Caldas divulgaram, nas redes sociais, um vídeo questionando o prefeito municipal, Sérgio Azevedo, sobre os editais de cultura, suspensos através de um decreto publicado na terça-feira (28) e também cobrando-o sobre algum tipo de plano emergencial, que inclua os trabalhadores do setor nas medidas econômicas traçadas por um Comitê Econômico da Covid-19, criado também pelo município.

Representando uma fatia importante da economia local, com eventos que movimentam milhões de reais anualmente e alavancam outros setores como empregos diretos e indiretos, turismo, hotelaria, serviços, alimentação e educação, os participantes do vídeo reivindicam representatividade junto ao comitê. 

No projeto audiovisual, representantes do teatro, da dança, da produção cultural, da música e da literatura perguntam ao gestor municipal sobre os investimentos, bem como as verbas que já eram garantidas para editais que deveriam ser tido o resultado divulgado na segunda-feira (27). 

 

Entenda 

O decreto publicado na terça-feira suspendeu os editais de patrocínio das áreas de esporte, cultura, turismo e promoção social. A publicação informa que estão suspensos, por tempo indeterminado, todos os eventos públicos e oficiais de qualquer natureza, bem como concursos e prêmios que envolvam contrapartida financeira do município ou aglomeração de pessoas.

A publicação do decreto proíbe também o funcionamento de casas de shows e boates, bem como apresentações musicais ou artísticas em estabelecimentos ou espaços públicos abertos ou fechados.

Na ocasião, questionado, o secretário de Cultura Ricardo Fonseca Oliveira afirma que não há respaldo aos artistas durante a pandemia. “Realmente, não temos o que fazer neste momento. No caso do patrocínio direto cabe ao prefeito, conforme decreto, a decisão final. Esperamos que, assim que voltarmos ao normal, possamos pleitear junto ao governo essa verba de patrocínio, mostrando principalmente a importância do mesmo para a classe e para o município”, disse.

Indagado sobre possíveis adequações nos editais para apresentações que possam ocorrer no segundo semestre ou online, o secretário reitera. “Sendo muito sincero, neste momento temos que acatar o decreto. Toda a equipe da Secult está pensando e discutindo sobre ações futuras, dentre elas a possibilidade e a viabilidade de execução online (incentivo à cultura). Ainda é cedo para propor qualquer ação para o segundo semestre. Qualquer tomada de decisão e/ou afirmação neste momento, da Secult, seria prematuro”, completou. 

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