Intervenção literária, já! Conheça 10 poemas de luta escritos por mulheres

Intervenção literária, já! Conheça 10 poemas de luta escritos por mulheres

Reunimos poesias que falam de violência do estado e intervenção militar; todas elas, escritas por mulheres 

Em tempos de greve, desabastecimento e pedidos de intervenção militar, nós criamos a lista “Intervenção literária, já!”, com 10 poemas de luta escritos por mulheres.  Há, nos textos, uma cronologia implícita do golpe aplicado à democracia brasileira. Aperta o play e vem conhecer esta outra narrativa,  vem sendo produzida às margens, com a força das mulheres que frequentam saraus, slams e escrevem a nossa história.

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Revide

Luiza Romão

Luiza Romão é poeta, atriz e diretora de teatro. Em 2014, publicou o livro Coquetel Motolove e participou de inúmeros saraus/slams (sendo campeã do Slam do 13, Slam da Guilhermina e vice-campeã nacional via Slam BR). Criou mais de quinze videopoemas, explorando a linguagem do spoken word. Formou-se em 2014 em Direção Teatral na ECA/USP e, atualmente, estuda na Escola de Artes Dramática. Já participou da Cia Ato Reverso e do grupo Teatro Documentário. Atualmente é atriz convidada no Núcleo Bartolomeu de Depoimentos; e integrante do coletivo de performance da palavra Literatura Ostentação. Também é arte-educadora, já tendo trabalhado em diversos programas e projetos de cultura. Em 2017, lançou o projeto Sangria, que mescla literatura, bordado, narrativas, vídeos e um espetáculo lírico.

 

Catu

Jheniffer Oliveira, conhecida por Catu Oliveira, moradora de Guadalupe, zona norte do Rio de janeiro. Poeta, Mc, produtora Cultural, integrante da Roma9 e do coletivo favela tem voz.

Sobre Empoderar

Mel Duarte

Mel Duarte, 29 anos, poeta, slammer e produtora cultural, atua com literatura independente desde 2006. Faz parte do coletivo “Poetas Ambulantes” e é uma das organizadoras da batalha de poesias voltada para o gênero feminino “Slam das Minas- SP”.

Em 2016 Mel foi destaque no sarau de abertura da FLIP (Feira Literária Internacional de Paraty) e foi a primeira mulher a vencer o Rio Poetry Slam (campeonato internacional de poesia) que acontece dentro da FLUPP (Feira Literária das Periferias) no Rio de Janeiro. Em 2017, foi convidada a representar a literatura brasileira no Festilab Taag, em Luanda, Angola.

Possui 2 livros publicados de forma independente “Fragmentos Dispersos” 2013 e “Negra Nua Crua” 2016 publicado pela editora Ijumaa e em seguida transformado em audiolivro pela Tocalivros. A obra também foi traduzida para o espanhol pela Ediciones Ambulantes e o lançamento ocorre em outubro de 2018 em Madrid.

 

Jade Quebra

Poeta marginal, sem métrica, sem régua, só “as ideia”. Compactua com a arte feita por minas (todas). Integra o Slam das Minas – SP.

 

MC Martina

Nascida e criada no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, é idealizadora do Slam Laje, batalha de poesia que acontece mensalmente no Alemão, Martina também é uma das fundadoras dos Poetas Favelados. Coletivo que realiza “Ataques Poéticos” em transportes e espaços públicos pela cidade. Também integra o Movimentos, grupo de jovens de varias periferias do Rio que discutem e acreditam em uma nova política de drogas.


Receita à direita

Pam Araújo

Pamella Araújo é pam, nascida há pouco. É companheira, é mãe, é Slam das Minas SP. Semente plantada na luta, transforma os espinhos de ser paulistana e mulher em poesia. Tem escritor por aí. Esse seu primeiro todo não se formou. Já tentou três vezes. Se informa sempre. Uma hora se acha. Acima de quase tudo, é feminista. Mãe do Isaac e autora do livro “buraco”.

Pesadelos reais

Gabi Nyarai

Gabi Nyarai, mc, poeta , preta, lésbica e periférica transmite suas expressões através do rap e da poesia marginal, trazendo voz as inquietações do cotidiano as quais nos acostumamos a viver mas não deveríamos. Suas letras são carregadas de questionamentos e reflexos da nossa sociedade Com aproximadamente seis anos de carreira , tem músicas lançadas , clipes e poesias divulgadas em seu canal do Youtube.

 

Cota não é esmola

Bia Ferreira

Desde que o tempo é tempo, no mundo se canta… Eis que surge mais voz no mundo negro musical Bia Ferreira. Num cenário em que a repetição de fórmulas, a vulgarização da sexualidade, a segmentação de mercado, a falta de raízes, e outras coisas que ditam as regras no perfil da música brasileira, ela chega portando o estandarte de uma negritude musical performática em gesto, fala, som e cordas. Compositora, com potente trabalho autoral, brasileira sem clichê, moderna sem forçar a barra, batuqueira natural, de musicalidade profunda, suavidade jazzística, e devota suprema do balanço. Bia é artista do ghetto e sua voz é dissonante e ativista.

Viviane Laprovita

Arte e resistência, amor e luta. Viviane Laprovita tem 26 anos, é de São João de Meriti e atua como fotógrafa, cineasta, artista visual, grafiteira, poeta e Slammer. Seu trabalho é inspirado na cultura e resistência Afro-brasileira, no protagonismo negro, na cultura urbana e periférica e na liberdade do feminino. Como artista visual já teve seus trabalhos expostos na Galeria Rio Scenarium (RJ), na Exposição Vinyl Vandals (Nova York) e na galeria cavalo (Botafogo). Formada em Estudos de mídia e cursando mestrado em Cultura e territorialidades na UFF e graduação em Artes visuais na Escola de belas artes – UFRJ. Já foi publicada em dois livros: antologia de poetas da periferia Flup 2016 e 2017. Atualmente lançou sua Zine de poesia independente: Versos entre amor e luta e foi Campeã da 5ª edição do Slam das minas RJ e SP na Flip – Paraty.

 

Neide Vieira 

Neide Vieira é poeta, campeã do Slam das Minas RJ, finalista do campeonato estadual do Rio de Janeiro e classificada para a final no Campeonato Brasileiro de Poesia Falada – Slam BR/2017, que acontece em dezembro.. Artista plástica, grafiteira, professora voluntária de desenho nas comunidades, mãe de Ana Paula, 12 anos, compositora, grafiteira.

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