Literatura marginal feita por mulheres é tema de curso online

Jornalista abre inscrições para turma 02 para curso que aborda obras, trajetória e as vozes femininas das periferias na literatura brasileira atual

Em razão da grande procura pelo curso “Pelas Margens: vozes femininas na literatura periférica”, a jornalista Jéssica Balbino abre a TURMA 02 para o curso, que vai abordar quem são as mulheres da literatura contemporânea brasileira a partir das margens e periferias.

O curso acontece totalmente online, tem seis módulos e duração de oito semanas. O material fica disponível em uma plataforma e o aluno pode acessar conforme a própria rotina, além da possibilidade de baixar os textos e vídeos e estudar quando quiser.

Curso aberto a todos interessados.

Serviço: Curso totalmente online

INSCRIÇÕES AQUI >> http://bit.ly/inscrevamargens  <<

Sobre o curso
Foi movida pelo questionamento de quem são as mulheres da literatura marginal/periférica que Jéssica Balbino debruçou-se, durante a pesquisa de mestrado, nesta abordagem. Para isso, realizou um mapeamento a fim de entender o que as mulheres estão produzindo a partir das margens e periferias brasileiras.

Unindo a vivência em saraus, slams e eventos literários à experiência jornalística, desenvolveu uma pesquisa de mestrado que resultou em um documentário, um livro (no prelo) e agora, em um curso online.

No curso, segundo a jornalista, que é também produtora cultural, será trabalhada a história da literatura marginal/periférica no país, partindo da primeira publicação da escritora Carolina Maria de Jesus, com “Quarto de Despejo: diário de uma favelada”, lançado em 1960, passando pelas impressões no início do século, como a revista Caros Amigos – Literatura Marginal, atos I, II e III, até o presente momento, em que as mulheres organizam os próprios coletivos, as próprias publicações e destacam-se não apenas no mercado editorial brasileiro, mas também mundo afora.

“O curso apresenta algumas reflexões que pretendem discutir como se dá a literatura marginal/periférica feita por mulheres e busca responder, na prática, quem são estas mulheres, o que elas fazem, como começaram a escrever, que saraus, slams e espaços frequentam e sobre o que escrevem. Travamos discussões para entender como se dá a literatura marginal e como as mulheres constituem vozes plurais nessa polifonia que reporta e escreve a própria história partindo das periferias e margens para o centro”, disse.

Ainda de acordo com a pesquisadora,  é importante observar que o movimento da literatura marginal/periférica, tal qual será abordado no curso, só existe da maneira como aqui é apresentado no Brasil, e constitui-se um fenômeno, especialmente das periferias, onde criam-se sinergias capazes de projetar a voz destas mulheres para diferentes espaços.

O material disponibilizado para o curso é fruto de mais de 15 anos de pesquisa e acompanhamento da literatura marginal/periférica no país. Por meio de um mapeamento, que foi disponibilizado online, foi traçado um breve perfil destas mulheres e através do cruzamento de dados, identificamos etnias, número de publicações, índices de escolaridades, entre outras vertentes possíveis e inerentes à literatura feita pelas mulheres no país.

O mapa traz dados científicos e culturais sobre a produção literária feminina e identificou 425 mulheres, por meio de um formulário online de automapeamento, em que as mulheres que se identificam como escritoras responderam perguntas como idade, local onde vive, etnia, se tem um ou não publicações e quais saraus/slams frequentam.

Ementa

Metodologia: Vídeos, filmes, textos, fóruns de debates, atividades online e produção textual. O material ficará disponível por 65 dias e você acessa dentro da sua rotina.

Duração: 65 dias (de 04 de setembro a 06 de novembro)
Certificação: 80 horas
Valor: R$ 60,00 (à vista por depósito bancário ou pagseguro)

INSCRIÇÕES AQUI >> http://bit.ly/inscrevamargens  <<

Confira os módulos
Módulo 1 – O que é literatura marginal/periférica?
Ao final do primeiro módulo você terá aprendido:

  • A literatura como crônica do cotidiano
  • Contexto histórico: a literatura marginal/periférica brasileira?
  • Literatura marginal, periférica, divergente, feminina, feminista, negra, ou hip-hop?
  • O que o hip-hop tem a ver com isso tudo?
  • Carolina Maria de Jesus, a primeira favelada a publicar um livro

Módulo 2 – Podem as mulheres falar?

Ao final do segundo módulo você terá aprendido:

  • Periferia: pode mais de um subalterno falar?
  • Os saraus deste século
  • Cooperifa: o sarau mais popular há 15 anos
  • As mulheres dentro dos saraus
  • Equidade: podem as mulheres das periferias falar?

Módulo 3 – Vozes, silêncios e escrevivência
Ao final do terceiro módulo você terá aprendido:

  • Locais de enunciação e fala
  • Trajetórias e vozes
  • Escrevivência
  • De Carolina Maria de Jesus a Elizandra Souza

Módulo 4 – Antologias e mercado editorial alternativo para mulheres
Ao final do quarto módulo você terá aprendido:

  • Antologias: um mapeamento da participação das mulheres
  • Antologias 100% femininas
  • Mulheres em palavras e movimentos de revide

Módulo 5 – Quem são as mulheres da literatura marginal/periférica?!
Ao final do quinto módulo você terá aprendido:

  • O que e como dizem as mulheres?
  • Dos griots aos slams: a importância da oralidade
  • Slam no Brasil
  • A importância da autorrepresentação

Módulo 6 – As vozes plurais da literatura marginal/periférica
Ao final do sexto módulo você terá aprendido:

  • As vozes femininas e plurais da literatura marginal/periférica
  • A literatura feita por mulheres e o viés político
  • O corpo e a escrita
  • A escrita, a rua e os lambes

INSCRIÇÕES AQUI >> http://bit.ly/inscrevamargens  <<

Mediadora:  Jéssica Balbino

Jéssica Balbino é jornalista, mestre em comunicação e divulgação cultural pela unicamp criadora do projeto Margens, pesquisadora de hip-hop e literatura. Dirigiu o documentário “Pelas Margens”, sobre as mulheres na literatura marginal/periférica. Recebeu o prêmio Hip-Hop – Preto Ghóez, pelo livro reportagem “Hip-Hop – A Cultura Marginal”, concedido pelo Ministério da Cultura (Minc). Recebeu o título de imortal da Academia Poços-Caldense de Letras em 2017.

Atualmente trabalha na própria empresa, Margens, onde faz assessoria de imprensa para projetos como Flipoços, Bagagem, Sarau das Pretas, Mel Duarte, entre outros. Além disso, desenvolve roteiros de documentários e cria soluções criativas de comunicação para áreas culturais.

Atua também como produtora cultural, além de ser especializada em jornalismo literário/digital e comunitário. É repórter correspondente do site El Quinto Elemento, do Uruguai e do site Catraca Livre. Já foi editora do G1 e assessora de imprensa do Inquérito e vários outros projetos culturais e literários.

É curadora de diferentes projetos no Sesc em SP e MG, no Itaú Cultural e também do Encontro de Hip-Hop e Arte da Periferia do Flipoços desde 2009.  Publicou os  livros Traficando Conhecimento (Aeroplano, 2010) e Hip-Hop: A Cultura Marginal (Independente, 2006), além de participar como coautora de diferentes obras vinculadas à literatura marginal e ao hip-hop. Jéssica Balbino também é membro dos coletivos militantes e ativistas Frente Nacional de Mulheres do Hip-Hop (FNMH2), Hip-Hop Mulher e Mjiba.

 

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